FISCALIZAÇÃO
Ofício pede fiscalização, testes de campo e plano de ação das operadoras para melhorar cobertura na Vila São Paulo
Da Redação
18/09/2026 — sexta-feira às 13h52
Divulgação
Depois de cobrar providências para os problemas de telefonia móvel registrados em Mongaguá, a Prefeitura formalizou o pedido de apoio técnico e fiscalização à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O Ofício nº 677/2026, encaminhado à Gerência Regional da agência em São Paulo, aponta falhas de sinal de voz e dados móveis e solicita uma investigação técnica sobre as causas do problema.
A região considerada prioritária é o bairro Vila São Paulo, especialmente a Rua Máximo Cavani e as imediações. O local concentra reclamações de moradores e comerciantes e também abriga o Complexo Administrativo Municipal, fazendo com que a instabilidade na comunicação afete usuários dos serviços públicos e a própria administração.
Entre os problemas relatados estão deficiência, instabilidade e ausência completa de sinal, além de chamadas e transmissão de dados prejudicadas em determinados pontos. A Prefeitura também cita a existência de possíveis "zonas de sombra", áreas onde a cobertura prevista não corresponde ao desempenho observado em campo.
No documento, a administração solicita à Anatel a realização de testes técnicos, conhecidos como 'drive tests', para medir a qualidade do serviço diretamente nas áreas afetadas. Também pede o mapeamento das Estações Rádio-Base (ERBs) que atendem a região, os mapas oficiais de cobertura e informações sobre as tecnologias disponíveis, como 4G e 5G.
A Prefeitura quer ainda que sejam levantados os indicadores de qualidade do serviço, interrupções e reclamações registradas nos últimos 12 meses em Mongaguá. A partir do diagnóstico, a proposta é que as operadoras apresentem planos de ação com medidas corretivas e cronograma para a melhoria da cobertura.
O ofício também solicita que sejam avaliadas alternativas de engenharia, como a otimização de antenas existentes, ativação de novas frequências, instalação de novas ERBs, mini-ERBs ou 'small cells', além de outras soluções que possam ampliar a capacidade da rede.
A Prefeitura ressalta que a fiscalização técnica dos serviços de telecomunicações é atribuição da União, por meio da Anatel, enquanto cabe ao município atuar nas questões urbanísticas. Por isso, a administração pede a participação direta do órgão federal na identificação das causas e na cobrança de soluções das empresas responsáveis pelo serviço.
O município também propõe uma reunião técnica entre Anatel, Prefeitura e as operadoras Claro, TIM e Vivo, além da indicação de um ponto focal da agência para acompanhar o caso e cobertura na região.
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