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Osteoporose e Refrigerante: Entenda a relação entre os dois

"...Estudos demonstraram um risco maior de osteoporose e de fraturas em pessoas que consomem uma quantidade excessiva de refrigerante, principalmente os derivados de cola"

da Redação BS9 - Victor Persico

13/04/2023 - quinta às 16h25

Acredita-se que o ácido fosfórico presente nessas bebidas alterem o metabolismo do cálcio, mineral fundamental para a saúde óssea - Freepik

Há pouco tempo foi noticiado o caso do jogador de Free Fire, José Neto, de 21 anos, que costumava beber 3 litros de refrigerante e 1 litro de café todos os dias, além dos energéticos. Segundo o próprio jovem, houve a substituição de água para o refrigerante com o intuito de manter-se acordado enquanto jogava por 18 horas seguidas, apenas para manter-se no topo do ranking global do jogo.

Entretanto, os hábitos cobraram o preço e foi diagnosticado com osteoporose. Devido a vida sedentária, má alimentação e falta de exposição à luz solar, acarretou-se as graves consequências.

Segundo a ortopedista, especialista em doenças osteometabólicas e coordenadora do pronto atendimento ortopédico do Hospital Vila da Serra, Dra. Alessandra Resende, a osteoporose é definida como uma doença do esqueleto caracterizada pelo comprometimento e da qualidade óssea, deixando-o mais enfraquecido e predisposto ao aumento dorisco de fraturas.

Em relação ao refrigerante Dra. Alessandra explica que, "na literatura científica não há um consenso sobre a real relação entre o consumo e a osteoporose. Contudo, estudos demonstraram um risco maior de osteoporose e de fraturas em pessoas que consomem uma quantidade excessiva de refrigerante, principalmente os derivados de cola".

Acredita-se que o ácido fosfórico presente nessas bebidas alterem o metabolismo do cálcio, mineral fundamental para a saúde óssea. "Muitas pessoas acabam diminuindo o consumo de bebidas lácteas, trocando-as pelos refrigerantes, o que faz diminuir o aporte de cálcio proveniente da alimentação". Contudo, é importante lembrar que a maior parte da massa óssea que irá te acompanhar na vida adulta e na senilidade é adquirida até os 25 anos, "sendo fundamental um bom aporte de cálcio através da alimentação nesta faixa etária", explica.

"A osteoporose pode ser idiopática quando, então, a condição clínica será denominada osteoporose primária, e é dividida em osteoporose pós-menopausa e senil. Ela também poderá ocorrer como uma doença secundária a uma série de condições clínicas, como anormalidades endócrinas e neoplasias, sendo as mais comuns o hiperparatireoidismo secundário à deficiência de vitamina D, diabetes mellitus e o uso de corticosteroides", finaliza.

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