Quarta, 16 de setembro de 2026

Santos

18ºC

SAÚDE-TRANSPLANTE

Transplante de órgãos cresce no Brasil, mas nível pré-pandemia ainda não foi atingido

De acordo com o documento, a maioria das metas do ano para transplantes já foram atingidas. De janeiro a setembro, a taxa de doadores foi de 19,6 pmp (por milhão de pessoas), nível superior ao projetado pela entidade para o ano.

Da Folhapress/Leonardo Zvarick

Da Folhapress/Leonardo Zvarick

04/12/2023 — segunda-feira às 18h01

Transplante de órgãos cresce no Brasil, mas nível pré-pandemia ainda não foi atingido

15888564925eb406ace8510 1588856492 3x2 rt

O número de transplantes de órgãos realizados no Brasil entre janeiro e setembro deste ano teve crescimento de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado. O nível é o maior em quatro anos, mas ainda não alcançou o patamar registrado em 2019, antes do início da pandemia de coronavírus.

Foram 6.559 transplantes nos nove primeiros meses de 2023, contra 5.855 em 2022. Já em 2019, o país teve 6.722 órgãos transplantados no período, incluindo coração, fígado, intestino, pâncreas, pâncreas, pulmão, rim e multivisceral.

Os dados constam no Registro Brasileiro de Transplantes, relatório divulgado nesta segunda-feira (4) pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos). "Embora com alguns percalços, a situação da doação e do transplante parece promissora e estamos próximos das metas estabelecidas para os próximos seis anos", diz texto de apresentação.

De acordo com o documento, a maioria das metas do ano para transplantes já foram atingidas. De janeiro a setembro, a taxa de doadores foi de 19,6 pmp (por milhão de pessoas), nível superior ao projetado pela entidade para o ano.

Os indicadores referentes a transplantes de rim, fígado e coração -que juntos correspondem a 97% do total de procedimentos -registraram alta, sendo que a taxa de transplante hepático (11,4 pmp) foi a maior já obtida.

Com relação ao transplante cardíaco (2,1 pmp), "deve ser assinalado que a taxa de pacientes em lista de espera e o ingresso em lista é muito menor que a necessidade estimada de transplante (8 pmp)", diz o relatório. "Algumas possibilidades poderiam ser o menor encaminhamento dos pacientes para os centros de transplante ou encaminhamento tardio".

Os únicos órgãos que ainda não atingiram o volume de transplantes previsto foram pulmão e pâncreas, que ficaram também abaixo das taxas do ano anterior. "O transplante de pulmão é realizado em poucos centros, em apenas três estados. Enquanto isso, o número de transplante de pâncreas, que não é vital, diminuiu em muitos países, apesar dos excelentes resultados", diz texto de apresentação do documento, assinado pelo médito Valter Duro Garcia.

O relatório, que é produzido pela ABTO desde 1997, também chama a atenção para a diferença de quase 20% entre os doadores efetivos (19,6 pmp) e a taxa de doadores com órgãos transplantados (15,9 pmp).

A discrepância, segundo o médico Valter Duro Garcia, um dos responsáveis pelo relatório, "talvez possa, parcialmente, ser explicada por órgãos enviados para outros estados e não utilizados no destino por vários motivos, como tempo de isquemia fria longo e problemas no armazenamento ou na remoção dos órgãos".

O documento também indica alta expressiva nos transplantes de córnea (12.014) e de medula óssea (3.062), ultrapassando inclusive os registros de 2019.

Leia Mais

ver todos

Campanha nacional da Educação Adventista promete arrecadar 130 toneladas de alimentos

SOCIAL

Campanha nacional da Educação Adventista promete arrecadar 130 toneladas de alimentos

Feira USP e as Profissões recebe estudantes de todo Brasil a partir de 24 de setembro

EVENTO

Feira USP e as Profissões recebe estudantes de todo Brasil a partir de 24 de setembro

Sem SP, média do Brasil cairia até 9,4 pontos no Pisa e país perderia até quatro posições no ranking mundial da educação

EDUCAÇÃO

Sem SP, média do Brasil cairia até 9,4 pontos no Pisa e país perderia até quatro posições no ranking mundial da educação

2
Entre em nosso grupo