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Sem SP, média do Brasil cairia até 9,4 pontos no Pisa e país perderia até quatro posições no ranking mundial da educação

Resultados paulistas do Pisa 2025 foram superiores na avaliação internacional do que a média do país em ciências, leitura e matemática

Da Redação

Da Redação

15/09/2026 — terça-feira às 09h27

Sem SP, média do Brasil cairia até 9,4 pontos no Pisa e país perderia até quatro posições no ranking mundial da educação

Divulgação

O Brasil cairia até quatro posições no ranking internacional do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2025 se as notas de São Paulo não fossem consideradas. Divulgado nesta terça-feira (8) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), os dados trazem o desempenho de 91 países ou regiões em ciências, matemática e leitura e apontam que a Educação do Estado de São Paulo alcançou o melhor resultado da história na avaliação. 

 

Em todas as áreas avaliadas, ou seja, em ciências, leitura e matemática, São Paulo teve notas superiores do que a média do Brasil na avaliação internacional.

 

Em leitura, a média do Brasil foi de 408 pontos, ficando na posição 52ª no ranking com os outros países. Se desconsiderarmos a nota de São Paulo, que foi de 434 pontos, a média do país cairia quatro posições, ficando em 56ª na lista, perdendo 7,4 pontos.  

 

Já em ciências, a média do Brasil foi de 408,5 pontos, aparecendo em 68º no ranking internacional. Sem São Paulo, que registrou 443 pontos, o país perderia 9,4 pontos e cairia para a 70º posição. 

 

Por fim, em matemática, a nota do Brasil foi de 376,8 pontos, aparecendo em 72º no ranking com os demais países. Sem a nota de São Paulo, que foi de 404 pontos, a média nacional cai para a 74ª posição e perderia 7,6 pontos.

 

A média nacional é a média dos estados ponderada pela matrícula de cada um , com base no Censo Escolar do ano 2025, considerando os alunos com 15 anos de idade matriculados do 7º ao 9º ano e Ensino Médio. O método reproduz a média brasileira publicada pela OCDE.

 

Ciência no foco do Pisa

Como o ciclo de 2025 teve as ciências como foco principal da avaliação internacional, as provas mediram a capacidade dos alunos de interpretar dados científicos, avaliar evidências e compreender fenômenos relacionados ao meio ambiente e às mudanças climáticas. O resultado de São Paulo ficou acima da média nacional brasileira.

 

Só em ciências, três quartos da alta do Brasil entre 2015 e 2025 vieram de São Paulo. Foram 7,5 pontos a mais durante o período. Sem SP, seria elevação de apenas 1,8 ponto.

 

"Os resultados de São Paulo apontam que o nosso currículo hoje está muito alinhado ao que o aluno precisa para a vida. O Pisa cobra ferramentas que estamos disponibilizando aos estudantes, focando em investigação científica, raciocínio lógico e pensamento crítico", destaca o secretário de Educação, Renato Feder.

 

Reformulação do currículo e recomposição de aprendizagem

Desde 2023, a Secretaria da Educação tem promovido ações para ampliar o aprendizado de alunos para situações que envolvam a escola e sua vida fora dela, como a atualização das matrizes curriculares. No Ensino Médio, a quantidade de itinerários formativos caiu de 11 para três opções: Exatas, Humanas e Ensino Médio Técnico. 

 

Tanto nos anos finais do Ensino Fundamental, quanto no Ensino Médio, houve aumento de aulas semanais de língua portuguesa e matemática, inserção da disciplina educação financeira, novas aulas de orientação de estudos em matemática e língua portuguesa e projeto de vida para todos os tipos de escola, de tempo parcial e tempo integral, por exemplo.

 

Para enfrentar as defasagens remanescentes da pandemia, a Seduc-SP implementou o programa de Tutoria de Aprendizagem de língua portuguesa e matemática para turmas do 6º ao 9º ano. O modelo, testado em projeto piloto, foi validado por pesquisadores da Universidade de Stanford.

 

Os resultados das avaliações diagnósticas aplicadas no 1º e 2º semestres de 2026 mostraram que os estudantes em tutoria evoluíram de 1,7 a 2,9 vezes mais rápido que a média regular.

 

Sobre o Pisa

O Pisa avalia a capacidade de jovens de 15 anos aplicarem conhecimentos adquiridos na escola em situações do cotidiano. Historicamente, a avaliação observa o aprendizado nas áreas de matemática, leitura e ciências, com foco em uma área em cada uma das suas edições, aplicadas a cada três anos. Nesta última, do ano passado, o foco foi em ciências. 

 

Diferentemente de exames curriculares como o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e o Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), que medem o aprendizado de conteúdos previstos na Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e no Currículo Paulista por ano escolar, o Pisa é uma avaliação amostral e internacional focada em letramento prático e na capacidade de resolver problemas do cotidiano. A amostra do Pisa reúne estudantes de 15 anos de idade matriculados a partir do 7º ano do Ensino Fundamental, independentemente da série em que se encontram. No Brasil, foram avaliados 30.140 alunos. Em São Paulo, foram 2.239 alunos, selecionados por meio de sorteio.

 

Além disso, em 2025, o Programa Internacional avaliou estudantes em relação à aprendizagem no mundo digital (Learning in the Digital World - LDW) e em língua inglesa.

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