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Ascensão do uso de medicamentos para emagrecimento impacta a cirurgia plástica

Especialista explica o momento certo para retirar o excesso de pele com o emagrecimento usando canetas emagrecedoras

Da Redação

Da Redação

05/09/2026 — sábado às 08h37

Ascensão do uso de medicamentos para emagrecimento impacta a cirurgia plástica

Divulgação

De acordo com um estudo realizado pela Scanntech, o uso de medicamentos para emagrecimento cresceu 239% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o ano anterior. Esse aumento expressivo já se reflete nos consultórios de cirurgia plástica, com pacientes que perderam muito peso em pouco tempo e agora enfrentam o desafio do excesso de pele.

 

A cirurgiã plástica Dra. Carolina Cescato explica que o uso dos novos medicamentos para tratamento da obesidade mudou bastante o perfil dos pacientes que chegam ao consultório. “Hoje vemos pessoas perdendo uma quantidade significativa de peso em períodos relativamente curtos e, como consequência, apresentando flacidez e excesso de pele em diferentes regiões do corpo. Por isso, é natural que aumente também a procura por cirurgias de contorno corporal. O objetivo, nesses casos, não é simplesmente retirar pele, mas adequar o contorno corporal à nova realidade do paciente, sempre respeitando sua saúde e o momento adequado para operar”.

 

Segundo a especialista, mais importante do que quantos quilos o paciente perdeu é saber se o emagrecimento já está estabilizado. “Em geral, consideramos cirurgia quando o paciente está próximo do peso planejado, consegue mantê-lo estável por um período, apresenta boas condições nutricionais e clínicas e o excesso de pele já causa incômodo estético ou funcional”. Ela esclarece que não é só chegar a determinado número na balança, mas chegar ao momento em que o corpo está preparado para a cirurgia.

 

Uma grande perda de peso pode vir acompanhada de redução de massa muscular e deficiências nutricionais, mesmo quando o paciente aparentemente esteja bem. A avaliação pré-operatória precisa ser global. Antes da cirurgia, é avaliado estabilidade do peso, alimentação, proteínas, vitaminas, ferro e outros nutrientes, além de anemia, doenças associadas, medicamentos em uso e risco de trombose.

 

Nos pacientes que utilizam medicamentos para emagrecimento, também é fundamental planejar adequadamente o período perioperatório (ciclo completo que abrange toda a experiência cirúrgica de um paciente: pré-operatório, transoperatório e pós-operatório), porque alguns deles podem interferir no esvaziamento do estômago e exigir cuidados específicos relacionados à anestesia. “Antes de retirar o excesso de pele, precisamos ter certeza de que o organismo está pronto para cicatrizar”, afirma Cescato.

 

O impacto do excesso de pele vai além da estética. Depois de uma grande perda de peso, o excesso de pele pode dificultar a percepção dos resultados conquistados. Além da questão estética, ele pode interferir na escolha das roupas, na prática de exercícios, na intimidade e no conforto do dia a dia. “Existe uma situação que ouvimos com frequência: ‘Eu emagreci, mas ainda não me reconheço no meu corpo.’ Para muitos pacientes, perder peso é uma etapa da transformação. Reconstruir o contorno corporal pode ser a etapa seguinte.”

 

O número de pessoas que perderam muito peso por tratamento medicamentoso, sem necessariamente terem passado por cirurgia bariátrica, só cresce. Isso cria um novo perfil de paciente. Com isso a abordagem tem que mudar, é preciso avaliar não apenas o excesso de pele, mas a qualidade dos tecidos, a perda de volume, a massa muscular, o estado nutricional e a possibilidade de combinar ou dividir procedimentos em etapas. “Os medicamentos mudaram a forma de emagrecer e também estão mudando a cirurgia plástica pós-emagrecimento”, assegura Carol.

 

Esse movimento mostra que a cirurgia plástica pós-emagrecimento tende a ocupar um espaço cada vez maior, mas sempre com uma premissa: o tratamento precisa ser individualizado, respeitando o tempo e as condições de cada paciente.

 

Sobre Carolina Cescato

A Dra. Carolina Cescato é médica cirurgiã plástica, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e possui o RQE 132010. Com ampla experiência na área, atua com foco em procedimentos estéticos e reconstrutivos que priorizam resultados naturais, segurança e o bem-estar dos pacientes. Atualmente, integra a equipe da Verte Clinique, onde realiza atendimentos e cirurgias com excelência técnica e sensibilidade estética.

 

Além da prática clínica, a Dra. Carolina também se dedica ao ensino e à formação médica. É professora de Cirurgia e Procedimentos Ambulatoriais no curso de Medicina e na especialização em Dermatologia da UNILUS, contribuindo para o desenvolvimento de novos profissionais e para o aprimoramento constante da medicina e da cirurgia plástica.

 

CRM - 120743

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