André faz questão de participar das atividades de pesca, porém agora ao lado de um grupo maior. - Divulgação
Na Praia dos Sonhos, em Itanhaém, um restaurante tem transformado a pesca artesanal em parte da identidade de sua cozinha. Com seu nome inspirado em um dos afluentes que deságuam no Rio Itanhaém, o Restaurante Taquarú aposta em peixes e frutos do mar, que são obtidos, em maior parte, através da pesca realizada por André Moraes, proprietário da casa.
Aos 10 anos de idade, André desenvolveu um elo especial entre duas paixões: a pesca e o surfe. Com pranchas pequenas e varinhas, passou a buscar peixes no mar. "Tudo começou por uma necessidade. Na época se tinham poucos barcos, e eu já amava surfar. Juntei duas paixões e hoje posso aliar meus hobbies a minha profissão", comenta.
Até os dias de hoje, André faz questão de participar das atividades de pesca, porém agora ao lado de um grupo maior.
Com esse método de pesca, o ecossistema regional também sofre menos impacto. Sendo realizada em menor escala, a pesca permite que todos os peixes menores ou que não são usados sejam devolvidos ao seu habitat, mantendo o equilíbrio do ecossistema e os peixes servidos na casa sempre frescos.
A valorização de ingredientes e produtores locais também são aspectos importantes para André, e que podem ser notados de diferentes formas na casa:
"Valorizamos o que é nosso. Reforçamos a economia local ao consumirmos de produtores da região que pescam com técnicas artesanais, além de termos a cataia incorporada em nossos drinks autorais e uma arquitetura que respeita o nosso entorno."
Outro diferencial é o processo de maturação dos peixes, que, antes de serem preparados, permanecem em uma geladeira de dry aged entre 24 e 48 horas, oferecendo mais sabor e textura.
Ao unir pesca artesanal, fornecedores regionais e técnicas de dry aged, o Taquarú demonstra a possibilidade de restaurantes aproveitarem recursos da sua região, sem impactar o sistema ao seu redor e possibilitando uma conscientização e preservação maior.