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Polêmica sobre subsídio da tarifa mobiliza Governo e Oposição em Santos

Prefeita em exercício, Audrey Kleys (PSD) reuniu vereadores da base aliada ontem para explicar convênio de R$ 58,7 milhões e afastar suspeitas de irregularidade

Sandro Thadeu

30/05/2026 - sábado às 02h30

Sinal amarelo
A polêmica levantada durante a sessão da Câmara de Santos, na última quinta-feira, sobre o convênio assinado nesta semana pela prefeita em exercício, Audrey Kleys (PSD), autorizando o repasse de R$ 58,767 milhões para subsidiar a tarifa do transporte coletivo municipal e as indagações sobre um possível descumprimento da lei municipal que estabelece um teto para essa finalidade (correspondente a 25% da arrecadação do IPVA do ano anterior) ecoaram fortemente no Palácio José Bonifácio. 

Reunião de emergência
A chefe do Executivo convocou uma "reunião de emergência" — expressão utilizada por um parlamentar — com a base aliada no Parlamento para falar sobre o tema, na manhã de ontem. O quórum não foi grande. Os presentes tiveram a oportunidade de ouvir as explicações dela e do secretário de Finanças e Gestão, Adriano Leocádio, que afastaram qualquer tipo de irregularidade.  

De calça curta
Quando o assunto foi levado ao plenário pelo líder da Oposição, Rui De Rosis Jr (PL), muitos parlamentares governistas foram surpreendidos e não dispunham de elementos suficientes para fazer um contraponto. A temperatura política aumentou ainda mais após Allison Sales (PL) anunciar na própria sessão que iria protocolar um pedido de impeachment contra Audrey, conforme noticiado em primeira mão pela coluna.  

Recuo estratégico
Ontem à tarde, Sales recuou da ideia de pedir a cassação da prefeita em exercício, pois está, em conjunto com De Rosis Jr., analisando as informações e documentos levantados sobre os gastos com o subsídio da tarifa de ônibus para identificar se realmente há algum tipo de irregularidade nesse ato da representante do Executivo. "Posso garantir é que esse caso não vai ser engavetado. Estamos acompanhando com rigor técnico e vamos até o fim. E, caso comprovada a ilegalidade, o pedido de impeachment será protocolado", frisou.

Sem irregularidades
A Prefeitura garantiu que o repasse do subsídio está em conformidade com a legislação municipal e que o cálculo considera a arrecadação bruta do IPVA (R$ 170,618 milhões, em 2025). "Portanto, neste ano, há a possibilidade de aplicação de até R$ 42,6 milhões com subsídios", justificou. A Administração Municipal justificou, ainda, que o convênio tem vigência até maio do próximo ano, razão pela qual o valor global abrange parte de dois exercícios financeiros. 

Moção de repúdio
Na última terça-feira, a deputada federal Rosana Valle (PL) apresentou uma moção de repúdio contra a psicanalista e psicoterapeuta tântrica Savani Shakti em razão de uma fala de cunho sexual e ofensiva à dignidade da vereadora de Praia Grande Eduarda Campopiano (PL), durante a participação no programa Contraponto, do canal RedCast no YouTube. 

Repercussão imediata
Na avaliação da parlamentar, a gravidade da situação foi acentuada pelo fato de o ataque ter sido direcionado a alguém com mandato eletivo e que ocupa posição de visibilidade pública. "A agressão verbal de cunho sexual contra uma vereadora repercute para além da esfera individual: atinge também a presença feminina nos espaços de opinião, representação e participação pública", destacou. 

Indignação seletiva?
Rosana lamentou que episódios de assédio e sexualização pública contra pessoas conservadoras do sexo feminino sejam "tratados com silêncio, relativização ou menor indignação por setores que, em outras situações, corretamente se levantam contra a violência de gênero. A dignidade feminina não pode ser pauta seletiva, tampouco instrumento de conveniência política".

O escolhido
O parlamentar de Cubatão e pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB, Anderson de Lana, foi o nome escolhido para presidir a Comissão Especial de Vereadores (CEV) que tratará dos impactos relacionados à causa animal decorrentes da construção de conjuntos habitacionais da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).

Olhar aprofundado
Instituída na última quinta-feira, a CEV contará com a participação de Tinho (PSD), como vice-presidente, e de Topete (PSD), como terceiro membro. O grupo terá o prazo de 60 dias, prorrogável por igual período, para discutir e acompanhar medidas voltadas ao acolhimento, controle populacional, combate ao abono e proteção de cães e gatos nas áreas contempladas com empreendimentos habitacionais.

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