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PESQUISA BADRA

Rogério Santos mantém liderança política, mas enfrenta avanço da reprovação no segundo mandato

Na avaliação espontânea sobre os vereadores da Câmara Municipal, Adilson Júnior aparece como o parlamentar mais bem avaliado de Santos

Pedro Juvenal

28/05/2026 - quinta às 00h00

Maior cidade da Baixada Santista, principal polo econômico e administrativo da região e uma das vitrines políticas do litoral paulista, Santos segue dando sustentação importante ao governo do prefeito Rogério Santos. A nova rodada da pesquisa Badra Comunicação mostra que o chefe do Executivo santista mantém aprovação sólida no início de seu segundo mandato, embora os números também revelem crescimento recente da reprovação e aumento da pressão política sobre a administração municipal.
Com um eleitorado historicamente mais exigente, escolarizado e atento aos temas urbanos e administrativos, Santos costuma funcionar como uma espécie de “termômetro político” da Baixada Santista. E, nesse cenário, Rogério Santos ainda preserva um ambiente relativamente confortável, sustentado principalmente pela percepção de estabilidade administrativa e continuidade de gestão.


Na avaliação por conceitos, o maior percentual ficou concentrado no índice “regular”, citado por 43,8% dos entrevistados. Já 32,3% classificam a administração como “boa”, enquanto 4,2% consideram a gestão “ótima”. Os conceitos negativos aparecem em patamar mais reduzido: 8,5% avaliaram o governo como “ruim” e 8,7% como “péssimo”. Outros 2,6% disseram não saber opinar. O quadro mostra uma administração que mantém maioria favorável e baixo nível de rejeição extrema, mesmo diante do aumento da cobrança natural sobre um governo de segundo mandato.

                                         

No principal indicador político do levantamento, Rogério Santos registra 59,1% de aprovação popular, contra 34,3% de reprovação. Outros 6,6% não souberam responder. A diferença de quase 25 pontos percentuais entre aprovação e reprovação mantém o prefeito em posição politicamente sólida dentro do cenário santista e regional.

 


ESTABILIDADE

                                         

A curva histórica medida pelo Instituto Badra mostra que o prefeito preserva estabilidade relevante desde o início do atual ciclo administrativo, embora enfrente sinais mais recentes de desgaste. Em abril de 2025, Rogério Santos aparecia com 66,5% de aprovação e 29,9% de reprovação. Em agosto do mesmo ano, a aprovação ficou em 63,9%, enquanto a reprovação caiu para 26,7%. Já em dezembro de 2025, o governo atingiu o melhor momento da série, chegando a 67,2% de aprovação e apenas 17,5% de reprovação. Agora, em abril de 2026, a aprovação recua para 59,1%, enquanto a reprovação sobe para 34,3%. A leitura política do levantamento indica que, embora o prefeito mantenha capital político consistente, a administração começa a enfrentar ambiente mais crítico e exigente neste início de segundo mandato.


Quando questionados sobre expectativa versus entrega administrativa, os santistas demonstram avaliação relativamente equilibrada sobre o governo municipal. Para 42,1% dos entrevistados, Rogério Santos fez exatamente o que esperavam dele à frente da Prefeitura. Outros 12,3% afirmam que o prefeito entregou mais do que imaginavam. Já 40,0% entendem que a administração fez menos do que o esperado, enquanto 5,7% não souberam responder. O resultado mostra um governo que ainda preserva confiança significativa junto ao eleitorado, mas já convivendo com aumento das cobranças típicas de uma cidade com elevada demanda por serviços públicos e gestão urbana.


LEGISLATIVO

                                        

Na avaliação espontânea sobre os vereadores da Câmara Municipal, Adilson Júnior aparece como o parlamentar mais bem avaliado de Santos, citado por 13,0% dos entrevistados. Em seguida aparecem Débora Camilo, com 7,0%, e Sergio Santana, com 4,7%. A opção “nenhum deles” foi mencionada por 15,1% dos entrevistados, enquanto expressivos 24,2% disseram não saber avaliar o desempenho dos vereadores santistas, indicando ainda certo distanciamento entre o Legislativo municipal e parte da população.
O levantamento do Instituto Badra Comunicação ouviu 1.060 moradores-eleitores de Santos com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas no dia 20 de abril de 2026, em diferentes pontos de fluxo populacional do município. A pesquisa utilizou metodologia não probabilística por cotas, considerando proporcionalidade por sexo, faixa etária e região de moradia, além de aproximações por escolaridade e renda familiar.


A margem de erro do estudo é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O trabalho de campo contou com dez entrevistadores e dois supervisores, utilizando coleta eletrônica por tablets, além de mecanismos de checagem, gravação e georreferenciamento das entrevistas. Registrado no Conselho Regional de Estatística da 3ª Região, o Instituto Badra Comunicação figura atualmente entre os institutos de pesquisa mais assertivos do Brasil, aparecendo entre os oito melhores colocados em rankings independentes de desempenho, como o Pindograma.

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