POR DENTRO DA POLÍTICA DA BAIXADA SANTISTA
Anúncio foi feito ontem por Allison Sales (PL). O parlamentar alega que Audrey Kleys (PSD) não respeitou a lei municipal que trata do repasse de subsídio à tarifa do transporte coletivo
Sandro Thadeu
29/05/2026 - sexta às 03h00
Pedido de impeachment
O vereador de Santos Allison Sales (PL) afirmou ontem que protocolará o pedido de cassação do mandato da prefeita em exercício, Audrey Kleys (PSD). Segundo o parlamentar, a solicitação terá como fundamento o suposto descumprimento da Lei 3.104/2025, que limita o subsídio à tarifa do transporte coletivo municipal a um valor equivalente a até 25% da arrecadação do IPVA registrada no ano anterior.
Repasse autorizado
O assunto agitou a sessão de ontem e foi levado ao plenário pelo líder da Oposição, Rui De Rosis Jr. (PL). O parlamentar chamou a atenção para um convênio assinado por Audrey que autorizou o repasse de R$ 57,767 milhões, ao longo de um ano, à Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET-Santos), ou seja, cerca de R$ 20 milhões a mais em relação a 2025. O valor será utilizado para garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato com a concessionária desse serviço, a Viação Piracicabana. A informação foi publicada no Diário Oficial da última terça-feira.
Conta que não fecha
De Rosis Jr. argumentou que a arrecadação total de IPVA do Município, em 2025, foi de R$ 171,320 milhões. Os números foram confirmados pela coluna e constam no site da Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento. Dessa forma, o limite legal para o subsídio seria de R$ 42,830 milhões, em 2026. "Se o Governo não voltar atrás, isso vai dar problema", alertou o parlamentar.
Muita calma nessa hora
O líder do Governo, Cacá Teixeira (PSDB), disse que as indagações e as dúvidas apresentadas pelos vereadores serão respondidas pelo Executivo. Antonio Carlos Banha Joaquim (PSD) saiu em defesa da prefeita em exercício. "A Audrey é muito preparada e que a equipe dela fará a lição de casa. Isso só demonstra que os poderes são harmônicos e independentes entre si", disse.
Faltômetro
O prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), informou ontem que as unidades de saúde do Município passaram a contar com o chamado "faltômetro", mecanismo que informa aos usuários os números de consultas médicas e odontológicas, coletas de exames e procedimentos ginecológicos agendados, além da quantidade de faltas registradas por um determinado período.
Dividindo responsabilidades
Durante a visita a um dos equipamentos públicos, o chefe do Executivo apontou que, das 761 consultas marcadas em abril, 213 deixaram de ser realizadas porque as pessoas não compareceram. "Esse tipo de coisa a gente precisa discutir. Não adianta só jogar a responsabilidade para o lado de cá", destacou. Os cartazes afixados nas unidades de saúde trazem a seguinte mensagem: "A consulta em que você falta, faz falta a alguém!".
Reforço para Guarujá
Na última quarta-feira, o deputado estadual Paulo Corrêa Jr. (Republicanos) solicitou ao Governo do Estado o envio de R$ 5 milhões para ajudar no custeio da saúde de Guarujá.
Mais recursos para São Vicente
Na semana passada, o parlamentar já havia encaminhado pedido semelhante ao Palácio dos Bandeirantes, pedindo a destinação de R$ 4 milhões para a saúde de São Vicente.
Reposição da inflação
O governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) sancionou ontem a Lei 18.471/2026, que corrigiu o salário mínimo paulista em 3,9%, índice correspondente à inflação acumulada no ano passado, segundo o INPC. O piso paulista teve um incremento de R$ 70,36, passando de R$ 1.804,00 para R$ 1.874,36.
Categorias contempladas
A mudança beneficia em torno de 70 categorias profissionais que não possuem piso salarial definido por convenção ou acordo coletivo de trabalho, nem por lei federal específica. Esse é o caso de motoboys, pescadores, cuidadores de idosos, serventes e trabalhadores domésticos, por exemplo.
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