Meio Ambiente
Objetivo do levantamento é conhecer, planejar e gerenciar a vegetação para a gestão ambiental e urbana mais assertiva
Da Redação
02/08/2026 — domingo às 09h54
Divulgação
A Riviera de São Lourenço, bairro planejado da Sobloco Construtora em Bertioga, no Litoral Norte paulista, divulga os resultados de seu inventário arbóreo, que já cadastrou 7.651 árvores. A ação, baseada na identificação das espécies e elaboração de um banco de dados, é fundamental para viabilizar o controle sistemático das árvores presentes na área urbana.
A iniciativa já concluiu o diagnóstico em todas as calçadas de avenidas, o que totaliza 1.090 unidades. Ainda está em andamento a vistoria nos canteiros centrais, nas calçadas dos módulos, no jardim da praia e em praças. A inspeção é realizada pela equipe do setor de Meio Ambiente da Associação dos Amigos da Riviera de São Lourenço, entidade sem fins lucrativos, responsável pela manutenção e administração dos serviços urbanos para manter o bairro bem-cuidado durante todo o ano.
Dentre os principais objetivos estão: a avaliação da saúde, idade, porte das árvores, análise geral da arborização urbana para elaboração de estratégias de manejo (como necessidade de podas, remoções, replantios ou tratamentos), o planejamento da arborização para prevenir danos à infraestrutura e a conservação da biodiversidade para melhor qualidade de vida no ambiente urbano.
Etapas do Levantamento
Dois colaboradores fazem a identificação das espécies, a partir da medição de altura, diâmetro do tronco e copa, a dimensão de distâncias das guias, postes e esquinas, a avaliação da saúde das árvores e o mapeamento georreferenciado. Para o cadastro, a equipe utiliza celular, GPS, clinômetro, um instrumento para medir altura, assim como trenas e registro fotográfico. Para o armazenamento das informações é usado o software Gaia Gestão de Arborização.
Regra 3-30-300
É um princípio que define três níveis de acesso à natureza nas cidades, visando melhorar a qualidade da vida, a saúde mental e o bem-estar da população. A regra sugere três árvores por propriedade, 30% de cobertura arbórea no bairro e plantas a 300 metros de distância até um arque ou área verde. O conceito é praticado no bairro Riviera de São Lourenço.
Tipo e espécies mais frequentes
Do total de 1.090 árvores catalogadas ao longo das calçadas das avenidas, 61% são representantes exóticas e 39%, nativas. Os destaques de espécies mais frequentes são: Chapéu de Sol, Figueira, Ipê Amarelo, Palheteira, Quaresmeira, Ipê Rosa, Coqueiro, Aroeira Salsa, Grumixama e Inga Cipó.
A Palheteira (Clitoria fairchildiana) foi encontrada na Avenida da Riviera. Também se identificou a Chapéu de Sol (Terminaliacatappa) na Avenida da Orla, enquanto a Murta-de-cheiro (Murraya paniculata) foi a mais vista na avenida São Lourenço. O levantamento inicial nos canteiros centrais indica a predominância de coqueiros e, em menor quantidade, Jerivás. O porte das espécies é dividido em 83% grande, 16% média e 1% pequenas.
Benefícios do Inventário
O inventário arbóreo é uma ferramenta para aperfeiçoar a comunicação e auxiliar os profissionais responsáveis pelos equipamentos urbanos do bairro, dentre engenheiros, arquitetos, biólogos, técnicos e administradores, a manterem a eficiência e o alto padrão de sustentabilidade. Esses diferenciais são reconhecidos pelas consecutivas renovações do ISO 14001, demonstrando a qualidade da gestão ambiental da Riviera.
A importância em se produzir esse tipo de levantamento é fundamental para as infraestruturas das cidades, porque auxilia na definição de áreas prioritárias para plantio ou remoção de árvores, contribui para a manutenção da biodiversidade e ar redução de ilhas de calor, identifica árvores que podem oferecer riscos à população e contribui na drenagem urbana.
Contribuição da Arborização no ODS ONU
A arborização urbana da Riviera está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU uma vez que as árvores e a vegetação urbana contribuem para o desenvolvimento sustentável, ambiental, social e econômico. Consta na ODS 3 as áreas verdes para a prática de atividades ao ar livre e a qualidade do ar com a produção de oxigênio. Já na ODS 6 está o ciclo hidrológico e na ODS7 a energia limpa e acessível, inclusive com diminuição do consumo de energia. O aumento do valor dos imóveis em áreas urbanizadas, impulsionando o mercado imobiliário consta na ODS 8. Na ODS 11, há a promoção de Cidades Sustentáveis, com a arborização urbana. Na ODS 13, está a regulação do clima e a captura de CO₂. E a ODS 15 contempla a biodiversidade com o abrigo e alimento para fauna local, especialmente em áreas urbanas.
ver todos