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Polêmica entre Prefeitos marca como pauta a saúde das duas cidades vizinhas

No dia 3 de julho na entrega das moradias do Tancredo Neves III, os prefeitos de São Vicente e Santos acabaram trocando farpas entre si por conta da saúde das duas cidades

Da Redação BS9 - Isabella Monteiro

Da Redação BS9 - Isabella Monteiro

11/07/2023 — terça-feira às 03h10

Polêmica entre Prefeitos marca como pauta a saúde das duas cidades vizinhas

image - Foto: Reprodução/Costa Norte

No dia 3 de julho, na entrega de moradias do Tancredo Neves III onde se encontrava o vice-presidente da república, Geraldo Alckmin (PSDB), o governador do Estado, Tarcísio Gomes (Republicanos), alguns deputados estaduais e federais, o Prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Podemos), e o Prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB).  Os dois chefes do executivo das duas cidades tiveram um intreveio por conta de uma pauta importante na Baixada Santista, a saúde.

No seu discurso,  Amado deu as boas vindas aos novos moradores da cidade e aproveitou para falar um pouco sobre o dinheiro que chega ao município, a diferença entre o repasse de verba entre São Vicente e a cidade vizinha e pedir mais recursos federais e estaduais ao vice-presidente Alckmin e ao governador Tarcísio. 

"A riqueza não pode ser concentrada em um município. Neste mês de julho, Santos já arrecadou tudo e mais um pouco que São Vicente até o final do ano não arrecadará", desabafou  o Prefeito, citando Santos em seu discurso. 

Na sua vez o chefe do executivo de Santista, fez questão de voltar ao assunto da saúde: "A nossa UPA, prefeito Kayo, atende mais de 50% da população de São Vicente", disse o tucano, se referindo a UPA da Zona Noroeste.   

O clima ficou tenso após a fala de Rogério. Amado se retirou do palco junto a primeira dama. Quando questionado pelos jornalistas presentes no local, o Prefeito citou que as palavras ditas por Rogério Santos machucam. 

"Não acho que seja correto você virar e, de um jeito bonito, falar que paga a saúde da minha cidade, porque não é verdade. Você recebe do Estado para pagar a saúde da região", afirmou o vicentino. 

Já prefeito santista, por sua vez, preferiu manter um tom mais amigável: "Santos nasce da cidade de São Vicente. A gente já divide muitos serviços em comum, principalmente na área da Saúde. É esse o sentimento de metropolização". 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que, em 2022, durante todo o ano, mais de R$597,3 milhões foram destinados ao Departamento Regional de Saúde (DRS) da Baixada Santista para repasses na área da saúde dos municípios. 

Segundo a secretária no primeiro semestre deste ano, mais de R$291,6 milhões foram ao DRS para repasses na área da saúde da região. 

Saúde de São Vicente x Santos 

Segundo a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), informou que disponibiliza, para atendimento de urgência e emergência, quatro equipamentos na Área Continental da Cidade, que são o Pronto Atendimento Parque das Bandeiras, Pronto Atendimento Humaitá e Pronto-Socorro Rio Branco. Para internação, a referência é o Hospital Doutor Olavo Horneaux de Moura, que fica no Humaitá. Já na Área Insular, a Cidade conta com o Pronto-Socorro Central (Crei) e com o Hospital do Vicentino.

Conforme dados do Censo de 2022, São Vicente tem uma população de 329.844 moradores. As unidades de urgência e emergência da Área Continental atendem uma população de 150 mil habitantes. Na  Área Insular, são 179.844 pessoas.

Em 2022, foram registrados 392.902 atendimentos em toda a rede de urgência e emergência. Desse número, 11.453 fichas são de pacientes de outras cidades; 2.893 pessoas de Santos.

Este ano (2023), de janeiro a julho, São Vicente computa 250.307 atendimentos de urgência e emergência; 6.563 de outros municípios; 1.648 de munícipes de Santos.

A Redação do BS9 News entrou em contato com a Prefeitura de Santos, solicitando os mesmos dados que foram solicitados para São Vicente, a Prefeitura da cidade não encaminhou os dados solicitados, porém  mandou uma nota dizendo que A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que as policlínicas fazem parte da rede de atenção primária à saúde e, conforme a Política Nacional de Atenção Básica,  estabelecida pelo Ministério da Saúde, realizam atendimento territorializado, voltado exclusivamente aos moradores de Santos. 

Na nota não cita quantos moradores de São Vicente a cidade atende em suas policlínicas e UPA's. 

Entretanto para conseguir atender  metade da população vicentina, como foi citado pelo Prefeito de Santos, não só a UPA da Zona Noroeste, como as outras UPA's e policlínicas, precisariam ser responsáveis por 164.922 pessoas. Isso porque a sua vizinha, tem 329.8844 habitantes. 

Contudo não existe nenhum dado confirmando a veracidade dos fatos, que foram citados na fala do chefe do executivo santista.  

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