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Alunos da AMEI Rei Pelé viram protagonistas em projeto Comunidade Sustentável

Para que compreendam a gravidade da questão, cartazes foram apresentados no decorrer do mês, sensibilizando os estudantes e convidando-os a "sentir, pensar e agir"

Da Prefeitura de São Vicente

Da Prefeitura de São Vicente

29/06/2023 — quinta-feira às 03h25

Alunos da AMEI Rei Pelé viram protagonistas em projeto Comunidade Sustentável

Objetivo é aderir a atitudes que evitem desperdício de alimento, água e energia - Foto: PMSV

Pensando na conscientização das gerações futuras acerca dos recursos naturais, o Ambiente Municipal de Educação Integral Rei Pelé (Samaritá), está envolvendo as quatro turmas do 5º ano no projeto 'Comunidade Sustentável'.

"Como erradicar o desperdício de alimentos e conter o excesso de gastos com água e energia?", questiona a professora Celeste Aparecida Lima dos Santos, levando aos alunos que tal mudança precisa começar na própria escola onde estudam. 

Para que compreendam a gravidade da questão, cartazes foram apresentados no decorrer do mês, sensibilizando os estudantes e convidando-os a "sentir, pensar e agir". Um dos desafios foi o de fotografar na própria AMEI situações de desperdício que poderiam ser evitados, como comida jogada  no lixo e torneiras abertas. 

A preocupação não é exagerada: reportagem publicada pelo site Valor Econômico, em agosto de 2022, aponta que "em 2030, a humanidade vai desperdiçar 2,1 bilhões de toneladas de comida, de acordo com o relatório 'Closing the Food Waste Gap', do Boston Consulting Group. Esse volume corresponderá a perdas de US$ 1,5 trilhão".

Já o grupo O Estado de S. Paulo, em matéria postada em janeiro, revela que "a fome no mundo cresceu nos últimos dois anos, alcançando quase 10% da população. Mesmo assim, cerca de 17% dos alimentos produzidos no planeta são desperdiçados". Atualmente, estima-se que 828 milhões de pessoas no mundo passam fome, e outras 2,3 bilhões sofram com a insegurança alimentar.

Outro problema está relacionado à água. Em seu site no Brasil, a Unicef divulgou que 3,5 milhões de crianças e adolescentes brasileiras estão privadas do acesso à água segura – ou seja, vivem em casas com água de poço, fonte ou nascente, ou não recebem água canalizada e têm apenas a água da chuva ou sem procedência conhecida. A professora Celeste também apresentou aos alunos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos em 2015 pela Assembleia Geral da ONU, com metas a serem cumpridas até 2030, entre as quais a ODS 2 (acabar com todas as formas de fome e má nutrição, especialmente às crianças); ODS 6 (melhorar a qualidade da água); e ODS 7 (assegurar o acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis a serviços de energia).

 

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