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Resta uma dúvida

Fernando Chagas - Cientista político

Fernando Chagas

11/05/2022 - quarta às 00h00

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a Taxa Básica de Juros (Selic) em 1% na sua mais recente reunião, passando essa mediação periódica a 12,75% ao ano, para tentar conter o crescimento da inflação no País, que está acima de 10% em 12 meses, desde o fim de 2021.

Entretanto, os constantes aumentos da Selic podem levar a economia nacional à estagflação, que significa alta inflação e baixo crescimento, simplesmente porque a atual carestia não é causada pelo excesso de consumo, mas é provocada pela escassez de produtos e mercadorias nas prateleiras dos mercados, farmácias, lojas e comércio em geral, tornando a elevação da Taxa Básica de Juros ineficaz sob o ponto de vista de política monetária.

Evidentemente, esse cenário econômico negativo afeta a popularidade de qualquer governante de plantão, podendo prejudicar a sua pretensão de permanecer no cargo de comandante de um país, principalmente quando o custo de vida sobe em ano de eleição, inclusive conduzindo o seu pensamento a tomar medidas radicais e perigosas para a institucionalidade da nação.

Talvez, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, esteja rotineiramente colocando em dúvida a segurança e a confiabilidade das urnas eletrônicas e até mesmo ameaçando rejeitar o resultado da votação, senão houver algum tipo de controle da contagem dos votos pelas Força Armadas, justamente para desviar a atenção do povo da sua desastrosa e desastrada política econômica ou ainda justificar a tentativa de um autogolpe, se perder a eleição.

Agora, resta saber o seguinte: essa estratégia eleitoral é apenas um blefe, para distrair o eleitorado das mazelas de seu governo ou o Mandatário maior do Pais tem a firme intenção de continuar no Poder Executivo Federal, com o apoio dos militares, independentemente do resultado das urnas eletrônicas?

Essa resposta, nós teremos em breve. De qualquer maneira, essa eleição presidencial será o maior teste para as instituições da nossa República, desde a redemocratização do País.

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