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Enquete Badra-BS9: com a vacinação, 60% dos internautas retornaram ao trabalho de forma presencial

Por causa do avanço da imunização contra a Covid-19, 26% disseram visitar os pais

Por Adriana Martins - Redação BS9

12/07/2021 - segunda às 09h00

Outros 16% revelaram nunca ter deixado de fazer suas atividades, a não ser pelo uso obrigatório das máscaras - BS9

Quase 60% dos internautas já retornaram normalmente ao trabalho, dando fim ao sistema home office. Para 26%, já é possível visitar os pais e fazer pequenas reuniões. E 16% nunca deixaram de fazer suas atividades, a não ser pelo uso obrigatório das máscaras e restrições impostas. Os números correspondem ao resultado da última enquete feita pelo Portal BS9, com coordenação da Badra Comunicação, que encerrou na noite desta segunda-feira, dia 12. A pergunta, feita na homepage do Portal, foi: com o avanço da vacinação, o que já voltou quase ao normal na sua vida?

No Brasil, pouco mais da metade da população recebeu a primeira dose da vacina e menos de 20% estão completamente imunizados, ou seja, com as duas doses. O número de pessoas que receberam a dose única não chega a 1%. Ou seja: o risco de a Covid-19 se disseminar, inclusive em razão do surgimento de novas variantes do coronavírus, ainda se faz presente. Os dados gerais da vacinação na Baixada Santista são similares aos números nacionais.

O médico infectologista Ricardo Hayden, que atua no Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos, afirma que, diante do cenário atual, todos os cuidados devem ser mantidos, o que inclui o uso de máscaras, lavagem das mãos, uso do álcool em gel e distanciamento social. 

Hayden explica que, ao contrário do que muitos pensam, nem sempre a vacina consegue impedir a possibilidade do contágio. “Mas o mais importante é que todas as pessoas vacinadas têm, de alguma forma, uma melhora no seu contingente interno de proteção – de anticorpos produzidos pela vacina e de células específicas contra o vírus. Daí se extrai o conceito de que todas as pessoas precisam e devem se vacinar”.

O médico fala que, para uma parte das pessoas, algumas vacinas como as da Pfizer e da Moderna podem destruir o vírus já no ponto de entrada do organismo. “Mesmo assim, tem sido observado em países como Israel, que aplicou 100% a vacina Pfizer na população, que algumas pessoas podem contrair o vírus, porém com uma resposta melhor à doença na maioria das vezes. Ainda não temos vacinas 100% eficazes, o que é muito difícil. Por isso reforço a importância de todos continuarem se protegendo, evitando aglomerações, usando máscaras, até que a gente consiga fazer com que o vírus pare de circular, como aconteceu com a gripe espanhola, em 1918”.

Para barrar a disseminação, é necessário que o maior número possível de pessoas seja vacinado - com qualquer uma das vacinas disponíveis - em um espaço curto de tempo, para não dar brechas para o surgimento de novas variantes, mais resistentes. Assim, achar que a primeira dose da vacina é passaporte para se encontrar e beber com os amigos, fazer festas – mesmo com familiares – é um risco. “Uma pessoa infectada pode colocar todos em risco. E as novas variantes têm uma capacidade de transmissibilidade muito maior”.

Máscaras
Para o médico, não dá para descuidar do uso de máscaras, que devem ser de qualidade. Para quem precisa voltar ao trabalho, por exemplo, a recomendação é usar as do tipo N95 e pff2, que garantem mais proteção.

Se usar outros tipos de máscara, lembre-se de trocá-las a cada três horas. E não use aquelas que não se ajustam adequadamente ao rosto e não cubram nariz e boca, pois elas não impedem a propagação dos chamados aerossóis, partículas minúsculas de saliva que, se estiverem contaminadas, ficam suspensas e são responsáveis pela transmissão do coronavírus. 

“Os ambientes fechados oferecem mais riscos do que os abertos. Estudos mostram que a persistência sob exposição ao vírus, pelo tempo de 15 a 20 minutos, leva à contaminação. Das novas cepas, basta ficar de 15 a 17 minutos sob exposição”, explica Hayden.

O que está permitido então? Atividades ao ar livre, com o uso correto de máscara, e manter distância de 2 metros de pessoas que não morem com você. “Se quiser celebrar algo, procure um local com mesas ao ar livre e cada um deve ficar em uma mesa. A máscara deve ser retirada somente no momento de comer ou beber. Não dá para ser diferente disso”, atesta o médico.
 

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