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Enquete Badra-BS9

47% dos pais ajudam, frequentemente, as crianças na lição de casa. E você?

Outros 41% disseram que até ajudam, mas raramente, e 12% não ajudam nunca

Redação BS9

31/05/2021 - segunda às 09h00

Atitude interfere, e muito, no desempenho de crianças e adolescentes - BS9

“Paiêêêê...”, grita angustiada a menininha de 11 anos com uma baita dúvida sobre tempos verbais, conteúdo da lição que precisa ser entregue no dia seguinte, para a professora de língua portuguesa, impreterivelmente.

“Mas logo agora, filha. Bem na hora do jogo”, resmunga o paizão, meio que incomodado com o chamado. Então vem a pergunta: quem nunca passou por isso com um filho ou irmão?

O Portal BS9 quis então saber, na enquete diária que realiza com o apoio da Badra Comunicação, empresa especializada em pesquisa de opinião, como anda a participação de pais e responsáveis na vida escolar das crianças.

O resultado, de certo modo, não poderia ser melhor. Dos quase 350 leitores que responderam à enquete, que ficou no ar por sete dias, de 25 a 31 de maio, só 12% afirmaram que não ajudam seus filhos ou irmãos nas tarefas de casa. Outros 41% disseram que sim, ainda que o façam raramente, e a maioria, 47%, respondeu não só que sim, mas que sim e frequentemente.

Com a palavra
A pergunta da enquete pode parecer simples, mas a atitude interfere – e muito – no desempenho de crianças e adolescentes. Para o bem ou para o mal. “Cabe aos pais, à família, estimular a rotina na execução das tarefas de casa, especialmente em tempos de atividades on-line. Se a ajuda for desse tipo, ela é bem-vinda e necessária. Mas fazer a lição pelo filho, jamais!”, alerta a coordenadora pedagógica do Colégio Novo Tempo, em Santos, Fabiane de Almeida Silva.

A razão é fácil de entender. Se um adulto faz a tarefa da criança e mesmo do adolescente, eles não aprenderão o conteúdo. “A escola realiza o diagnóstico do conhecimento do aluno pela lição de casa. Se ele acerta tudo, acredita-se que ele não tem dificuldades, e o planejamento é traçado em cima desse diagnóstico. Uma hora ou outra, essa lacuna acaba aparecendo, em uma prova, por exemplo, em que ele estará sozinho”.

Outra questão fundamental: o aprendizado é continuado. Se a criança não aprende a fazer contas básicas de Matemática nos primeiros anos escolares, ela terá dificuldades de encarar operações mais complexas quando estiver no 5°, 6° ano e por aí vai.

“O ideal é que o aluno entregue aquilo que ele consegue fazer e fale para o professor sobre as suas dificuldades, para que elas possam ser trabalhadas”, sugere Fabiane. 

A psicóloga clínica Renata Myrrha Santiago, que é especialista em infância e adolescência, concorda com Fabiane: jamais faça lições de seu filho. “Normalmente, a atenção dos pais é maior até os 8, 9 anos, com acompanhamento minucioso da vida escolar e das tarefas. Na pré-adolescência, os pais começam a acompanhar com certa distância, a partir das notificações da escola. Já os adolescentes costumam ficar mais livres, até porque é uma fase em que começam a assumir responsabilidades”.

De qualquer forma, o interesse dos pais nas tarefas e no desempenho dos filhos é sempre importante, porque eles se sentem acolhidos.

Para Renata, os 12% que afirmaram não ajudar nunca não devem ser crucificados. “Até porque é preciso conceituar ajuda. Além disso, há quem não tenha a menor condição de acompanhar o filho, porque sai de casa logo cedo para trabalhar e volta tarde da noite. Vivo duas realidades: a do consultório, em Santos, e a do atendimento que faço no Projeto de Prevenção e Enfrentamento das Violências contra Mulheres, Crianças e Adolescentes, Previmca, em São Vicente. Há famílias com seis filhos, que dividiram um único celular durante as aulas remotas. Cada família tem sua história”.
 
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