CRÍTICA - CINEMA
Trazendo um capítulo da história de "Drácula" de Bram Stoker, o longa embarca no navio Demeter, que faria a sua última viagem da Romênia até Londres, chegando ao seu destino sem sobreviventes
da Redação BS9 - Victor Persico
23/08/2023 — quarta-feira às 05h36
Longa conta com Javier Botet no papel de Conde Drácula - Divulgação
Fazer do Drácula, depois de clássicos como "Drácula de Bram Stoker" de 1992, "Nosferatu" de 1922 e até a comédia "Drácula Morto, Mas Feliz", de Mel Brooks, de 1995, chega a ser um desafio que beira ao "difícil para superar".
O novo longa, "Drácula - A Última Viagem do Demeter" aborda um assunto pouco investigado na história do Conde: a viagem que fez da Romênia para Londres, com várias caixas cheias de terra da Transilvânia. O filme inicia com o diário de bordo do Capitão Elliot, interpretado por Liam Cunningham, de "Game Of Thrones", narrando a viagem tenebrosa onde os seus marujos vinham desaparecendo, os animais que seriam consumidos durante a viagem foram encontrados mortos com rasgos no pescoço e o descobrimento de uma garota no convés do navio com uma doença que não é possível diagnosticar.
Conde Drácula, interpretado pelo espanhol Javier Botet, não é o personagem central, sendo mostrado claramente como ele é. Isso acontece somente no final do filme, tanto em sua imagem monstruosa quanto na sua "versão humana".
Contudo, mesmo com alguns fatores que podemos considerar comum de tropeçar, já pelo tema estar sendo revisitado novamente, incansavelmente, é notável a ideia de que apenas um capítulo na história de Conde Drácula, poderia tornar-se um longa de duas horas.
Apesar dos tropeços, alguns momentos clichês, "Drácula - A Última Viagem do Demeter", ao mesmo tempo que consegue seguir seu rumo por mares desconhecidos, com um personagem já trazidos às telas milhares de vezes, tem uma produção apurada. Visualmente, um filme que entrega momentos tensos até a medida, mas um Drácula que poderá ser totalmente esquecido daqui alguns meses.
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