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PESQUISA BADRA

Reprovação de Cristina Wiazowski dispara e chega a 76% em Mongaguá

Ela fecha a quarta rodada de pesquisas Badra com o incômodo título de pior prefeita da Região Metropolitana da Baixada Santista

Pedro Juvenal

20/05/2026 - quarta às 00h00

A prefeita Cristina Wiazowski enfrenta um cenário de forte desgaste político em Mongaguá, segundo levantamento realizado pelo Instituto Badra no final de abril, mais especificamente no dia 24, e que ouviu 1.060 moradores-eleitores da cidade. A pesquisa revela uma administração marcada por elevados índices de rejeição e por uma curva contínua de queda na aprovação popular ao longo dos primeiros dez meses de mandato.

                                       


Na avaliação por conceitos, a maior parte dos moradores-eleitores classificou a gestão municipal de forma negativa. O conceito “péssima” lidera com 36,0% das respostas, seguido por “regular”, com 31,9%, e “ruim”, com 22,8%. Apenas 8,7% consideram a administração “boa”, enquanto somente 0,2% avaliam o governo como “ótimo”. Outros 0,4% disseram não saber avaliar. O quadro demonstra que a prefeita encontra dificuldades para consolidar uma percepção positiva junto à população, especialmente diante do elevado percentual concentrado entre os conceitos mais críticos.


Quando a pergunta trata diretamente sobre aprovação ou reprovação do desempenho da prefeita à frente da administração municipal, os números reforçam o desgaste. A pesquisa aponta que 76,2% dos entrevistados reprovam a gestão Cristina Wiazowski, contra apenas 20,0% que aprovam sua atuação. Outros 3,7% não souberam responder. O índice coloca a administração em uma situação politicamente delicada, sobretudo por estabelecer uma diferença superior a 50 pontos percentuais entre aprovação e reprovação.


LADEIRA ABAIXO

                                      grafico mongagua cris 2


O dado mais preocupante para o governo municipal aparece justamente no resultado da curva de tendência medida pelo Instituto Badra desde o início do atual ciclo administrativo. Em agosto de 2025, a prefeita registrava 57,1% de aprovação contra 23,5% de reprovação. Já em dezembro do mesmo ano, os índices praticamente inverteram de posição: a aprovação caiu para 23,4%, enquanto a reprovação subiu para 64,0%. Agora, na rodada de abril de 2026, a trajetória negativa se intensifica, com a aprovação chegando a 20,0% e a reprovação alcançando 76,2%. A leitura política da série histórica mostra um processo contínuo de erosão da imagem da administração municipal ao longo dos últimos quadrimestres, sem sinais de recuperação até o momento.


A percepção da população sobre expectativa versus entrega administrativa também ajuda a explicar os números. Para 71,5% dos entrevistados, Cristina Wiazowski fez menos do que esperavam dela à frente da Prefeitura de Mongaguá. Outros 22,8% afirmam que a prefeita fez exatamente o que esperavam, enquanto apenas 2,8% entendem que ela superou as expectativas. Outros 2,8% não souberam opinar. O resultado indica uma forte sensação de frustração entre os moradores, especialmente em relação ao ritmo e à capacidade de resposta do governo municipal. Cristina assumiu a prefeitura em Julho de 2025, após eleição suplementar.


PELO LEGISLATIVO

                                          grafico_03_mongaguá.jpg


Na avaliação espontânea sobre o desempenho dos vereadores da Câmara Municipal, o vereador Du Primos aparece como o parlamentar mais bem avaliado da cidade, citado por 11,7% dos entrevistados. Em seguida aparecem Baiano de Agenor, com 10,6%, e Renatinho da Saúde, com 6,8%. Paula Jacó e Badu aparecem empatados com 4,9%. Apesar disso, o maior percentual da pesquisa foi registrado pela opção “nenhum deles”, mencionada por 36,6% dos entrevistados, o que também evidencia um ambiente de insatisfação popular em relação ao Legislativo municipal.


O levantamento do Instituto Badra Comunicação ouviu 1.060 moradores-eleitores de Mongaguá com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas no dia 24 de abril de 2026, em diferentes pontos de fluxo populacional da cidade. A pesquisa utilizou metodologia não probabilística por cotas, com ponderação baseada em sexo, faixa etária, região de moradia, escolaridade e renda familiar, tomando como referência o eleitorado do município junto ao TSE.


A margem de erro do estudo é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O trabalho de campo contou com dez entrevistadores e dois supervisores de campo, utilizando coleta eletrônica por tablets e mecanismos de checagem e georreferenciamento das entrevistas. 


O Instituto Badra Comunicação está registrado no Conselho Regional de Estatística da 3ª Região e é considerado atualmente um dos institutos mais assertivos do Brasil, figurando entre os oito mais bem colocados em rankings independentes de desempenho e precisão, como o Pindograma.
 

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