POR DENTRO DA POLÍTICA DA BAIXADA SANTISTA
Contrato firmado em dezembro de 2023 recebeu dois aditivos, elevando o investimento em 24,53%; presidente do Legislativo, Carlos Ticianelli (PSD) reage a indagações sobre os gastos
Sandro Thadeu
13/07/2026 - segunda às 02h00
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O custo da construção do Espaço Multiuso da Câmara de Bertioga já acumula um acréscimo de 24,53% em relação ao contrato original firmado com a Construiso Engenharia e Empreendimentos Ltda., em dezembro de 2023. Licitada por R$ 17,061 milhões, a obra passou a ter investimento previsto de R$ 21,247 milhões após dois aditamentos contratuais, um firmado em março de 2024 (R$ 1.190.588,35) e outro em julho do ano passado (R$ 2.995.178,49)
Resposta às críticas
As discussões sobre o custo do empreendimento chegaram ao plenário na última terça-feira. O presidente do Legislativo, Carlos Ticianelli (PSD), reagiu a uma publicação da página do Instagram Bertioga do Amanhã que questionava o volume de recursos investidos na obra. Ele garantiu que todos os gastos estão disponíveis no Portal da Transparência e seguem os trâmites legais. "Não tem nada sendo feito escondido aqui", frisou.
Promessa de entrega
O parlamentar garantiu que o Espaço Multiuso será concluído antes do término do mandato. De acordo com Ticianelli, o auditório terá capacidade para mais de 500 pessoas sentadas, superando a do Teatro Procópio Ferreira, de Guarujá, e poderá receber palestras, congressos, workshops, formaturas e outros eventos institucionais e comunitários.
Recado aos críticos
Durante o pronunciamento, o presidente também rebateu as críticas à execução do projeto e afirmou que o Legislativo deixará um equipamento público de qualidade para a população. Sem citar nomes, comparou a iniciativa com obras inacabadas de outras gestões e disse que houve tentativas de impedir a construção desde o início. "Para a tristeza de poucos e alegria de muitos, vamos entregar essa obra para a população de Bertioga", frisou.
Na contramão
Ticianelli mencionou, ainda, que, ao contrário de gestões anteriores que devolviam dinheiro à Prefeitura sem saber o destino final da verba, a atual gestão da Mesa Diretora está reinvestindo o orçamento da própria Câmara na melhoria de suas instalações com "coerência e responsabilidade".
Disputa pelo futuro
O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Santos e Região (Sintrasaúde) receberá hoje, às 19 horas, um debate sobre os caminhos para enfrentar a extrema direita no Brasil. O evento contará com a participação de duas importantes lideranças do PSOL na Câmara dos Deputados: Sâmia Bomfim, de São Paulo, e Glauber Braga, do Rio de Janeiro. A atividade é organizada pela vereadora de Santos Débora Camilo (PSOL), pré-candidata à Assembleia Legislativa.
Casal 50
Conhecidos pela atuação firme em defesa das pautas sociais e dos direitos dos trabalhadores, Sâmia e Glauber também compartilham uma parceria fora da política: são casados e pais de Hugo, de cinco anos. O parlamentar fluminense é uma das principais vozes críticas ao chamado "orçamento secreto", mecanismo de destinação de emendas parlamentares sem critérios transparentes, implementado em 2019.
Missão ampliada
A promotora de Justiça de Praia Grande e coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) – Núcleo Baixada Santista, Almachia Zwarg Acerbi, assumiu uma nova atribuição no Ministério Público de São Paulo (MPSP). Conforme designação publicada no início deste mês, ela passou a integrar a Comissão de Resíduos Sólidos da instituição, sem prejuízo de suas funções atuais.
Agenda ambiental
Instalado em novembro do ano passado, o colegiado foi criado para fortalecer e tornar mais eficiente a atuação da instituição na área de resíduos sólidos. Entre as prioridades estão o aperfeiçoamento da gestão ambiental, o incentivo à economia circular, a inclusão dos catadores de materiais recicláveis no ciclo produtivo e a articulação de ações para ampliar a sustentabilidade e o planejamento dos sistemas de gestão de resíduos nas cidades paulistas.
De volta à normalidade
A prefeita de Mongaguá, Cristina Wiazowski (PP), revogou, na última quarta-feira, os decretos que reconheciam a situação de calamidade administrativa e institucional na área de contratações públicas, autorizavam a quebra da ordem cronológica de pagamentos e instituíam o regime de contingenciamento de gastos. As medidas foram adotadas a partir de julho do ano passado.
Sinal de alívio
Segundo o Executivo, os decretos tinham como objetivo conter despesas, priorizar a manutenção de serviços essenciais e restabelecer o equilíbrio das finanças municipais. Com a revogação dos atos, a Prefeitura sinaliza que considera superada a fase de excepcionalidade administrativa e fiscal que motivou a adoção dessas medidas mais enérgicas.
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