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Alesp aprova reajuste de 10% a policiais, mas pressão por reajuste maior continua

Deputados criticam percentual e alertam para defasagem salarial nas forças de segurança

Sandro Thadeu

01/04/2026 - quarta às 04h00

Reajuste aprovado
A Assembleia Legislativa (Alesp) aprovou, na noite de ontem, o Projeto de Lei 226/2026, que prevê o reajuste salarial de 10% para policiais militares, civis e técnico-científicos. A medida beneficiará cerca de 200 mil servidores ativos e inativos. Agora, a matéria segue para a sanção do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). 

Impacto bilionário
O impacto orçamentário com essa correção nos valores dos vencimentos dos agentes da segurança pública será de pouco mais de R$ 1 bilhão em 2026, podendo ultrapassar R$ 1,75 bilhão nos anos seguintes. “A saúde fiscal do Estado não sofrerá qualquer risco no presente ano, nem nos dois anos subsequentes”, garantiu a Secretaria da Segurança Pública (SSP) na justificativa da propositura encaminhada aos parlamentares.

Pressão por aumento maior
Apesar da aprovação unânime do projeto de lei, o percentual concedido ficou longe de um consenso entre os deputados. Durante a tramitação da proposta, alguns deles defenderam um reajuste mais robusto para a categoria. Presidente da Comissão de Segurança Pública da Alesp, Major Mecca (PL) foi um dos mais críticos. “Não é razoável os policiais de São Paulo não serem os mais bem pagos do Brasil”, afirmou. Na avaliação dele, o ideal seria um reajuste de, no mínimo, 14,3%, o que representaria ganho real acima da inflação. 

Comparação incômoda
O deputado Reis (PT) disse que estados mais pobres estão pagando mais à categoria do que São Paulo. O petista também chamou atenção para o impacto da defasagem salarial na rotina dos agentes, especialmente nas patentes mais baixas. Segundo ele, muitos acabam vendendo dias de folga para complementar a renda. “O índice de estresse vai lá em cima. O policial se mata de trabalhar e não tem tempo para a família”, desabafou.

Ponte dos Barreiros em pauta
Representantes da Prefeitura de São Vicente realizam hoje, a partir das 9 horas, uma apresentação na Câmara sobre o andamento das obras de recuperação, reforço e ampliação da Ponte dos Barreiros, que liga as áreas Insular e Continental do Município.

Conclusão em 2026
As intervenções nessa ligação viária estão sendo realizadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), com o objetivo de viabilizar o trecho 3 da Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) - Esplanada dos Barreiros/Samaritá. A previsão é que a obra seja concluída no segundo semestre deste ano. 

Mistério no ar
O prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), divulgou ontem nas redes sociais que fará um anúncio importante amanhã, às 11 horas. Nos últimos meses, ele admitiu a possibilidade de renunciar ao cargo para disputar uma vaga de deputado federal. Na postagem, o chefe do Executivo mencionou que muitas pessoas o questionam sobre o próximo passo na política. "Vou responder do jeito que sempre acreditei: olhando para o futuro de São Vicente... Grandes coisas estão por vir... Aguardem", escreveu.

Fim do suspense?
No início da tarde de ontem, a Secretaria Municipal de Imprensa e Comunicação Social enviou um comunicado aos jornalistas para informar que, na próxima segunda-feira, às 11h30, o chefe do Executivo iria conceder uma entrevista coletiva sobre o andamento e o cronograma da reta final das obras do VLT. 

Corrigindo a rota
Minutos depois, um novo aviso de pauta foi encaminhado aos veículos de comunicação sem citar Amado e com a menção que a atividade contaria com a participação "de representantes da Prefeitura de São Vicente". Para o prefeito concorrer a deputado federal, ele precisa deixar o cargo até o final desta semana. 

Equívoco do Executivo
A Prefeitura de Santos informou ontem à Câmara que cometeu um equívoco ao divulgar a data de exoneração do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços, Fabrício Cardoso (Pode). Ele, que pretende concorrer a deputado estadual, deixará o cargo somente amanhã e não saiu ontem, como anunciado anteriormente.

Resta uma
Ao deixar o cargo no Executivo, Cardoso reassume o posto de vereador, enquanto a psicóloga Cláudia Alonso volta a ficar como primeira suplente da legenda. Com essa mudança, o Legislativo da cidade com maior percentual de mulheres do País passa a ter apenas uma representante do sexo feminino: Débora Camilo (PSOL). 

O substituto
A secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos voltará a ser comandada pelo arquiteto Wagner Ramos, que é servidor de carreira da Prefeitura. 

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