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Bertioga tenta ampliar adesão de policiais militares à Atividade Delegada

Projeto de lei do Executivo altera natureza da gratificação e prevê correção anual pela UFESP

22/09/2026 — terça-feira às 01h00

Bertioga tenta ampliar adesão de policiais militares à Atividade Delegada

Fortalecimento da segurança

Mais policiais
A Câmara de Bertioga vota, na sessão de hoje, o Projeto de Lei 41/2026, de autoria do Executivo, que altera as regras da gratificação paga a policiais militares (PMs) e civis que atuam em escalas especiais por meio da Atividade Delegada. A proposta é uma tentativa da Prefeitura de ampliar a adesão desses profissionais às escalas, diante da redução da participação de PMs no programa que lhes permite trabalhar em suas folgas para o Município

Exemplos na prática
Uma das principais mudanças está na natureza da gratificação. O texto estabelece que o pagamento terá caráter indenizatório, em vez da classificação remuneratória, o que gera insatisfação dos PMs, segundo apontou o prefeito Marcelo Vilares (União) na justificativa da matéria enviada ao Parlamento. A alteração busca aproximar o modelo ao de experiências administrativas já adotadas pela capital paulista e por Bragança Paulista. 

Correção pela UFESP
Além disso, a propositura pretende corrigir automaticamente os valores pagos de acordo com a atualização da Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (UFESP), que está em R$ 38,40, em 2026. Caso a alteração seja aprovada, haverá um reajuste de 12,16%, índice de reposição inflacionária relativo aos anos de 2023, 2024 e 2025. Se a mudança for aprovada, o teto dessa gratificação será de R$ 3.842,00. O Município poderá, porém, rever os valores caso eles se tornem incompatíveis com a disponibilidade orçamentária e financeira do exercício.

Defasagem
Na mensagem encaminhada à Câmara, Vilares admitiu a defasagem dos valores pagos por hora trabalhada em comparação com os praticados em Santos e Guarujá. Segundo o gestor municipal, essa diferença teria contribuído para a perda de competitividade e para o desestímulo à adesão voluntária dos PMs à Atividade Delegada na Cidade.

Fim da caixa-preta
Por 5 votos a 4, a Câmara de Itanhaém aprovou, na sessão de ontem, o Projeto de Lei 70/2026, que trata da criação do Painel Municipal de Endividamento e Transparência Fiscal. Segundo o autor, o vereador Lucas Pereira (Pode), a proposta tem o objetivo de "abrir a caixa-preta" das finanças da Cidade. Agora, o texto segue para a sanção do Executivo.

Empate parcial
O presidente do Parlamento, Naldo do Bodeguita (Republicanos), colocou a proposta em votação e houve um empate. Além de Pereira, Alexandre da Regional (MDB), Daniel Machado (PP) e Zequinha (PL) foram favoráveis ao texto. Os votos contrários partiram de Arlindo Martins (Republicanos), Leandro Mancha (PSD), Lucas Abassi (Pode) e Professor Fernando (PSD).

Suspense no ar
O resultado poderia ser diferente, pois Willian Thor (União) estava ausente. Diante do impasse, o chefe do Legislativo suspendeu os trabalhos. Após 18 minutos de paralisação, a discussão foi retomada e coube a ele dar o voto de desempate, garantindo a aprovação do projeto de lei. 

Apoio de pai para filha
Servidora pública municipal de Praia Grande e candidata ao Senado pela UP, Maíra Souza é filha de um nome muito conhecido do Jornalismo brasileiro: Gérson de Souza, que trabalhou como repórter e apresentador em diversas emissoras de TV. O experiente comunicador fez campanha ao lado da filha em Ribeirão Preto na última semana.  

Fora da disputa
Policial Edjane (Agir) teve o registro de candidatura ao Governo de São Paulo indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), na última sexta-feira. Ela ficou fora da disputa por uma situação incomum: não ter um vice na chapa.

Trocas inesperadas
Inicialmente, a vice da chapa seria Renata Bolsonaro (Agir), mas ela desistiu para tentar uma vaga de deputada federal. Ela foi substituída por Nayr Alves Duarte, que também abriu mão da disputa. Como a segunda renúncia ocorreu após o fim do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para a substituição de candidatos (20 dias antes do pleito), Edjane ficou impedida de seguir adiante com a candidatura. O partido já anunciou apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos). 

Filme semelhante em São Vicente
Essa mesma situação ocorreu em São Vicente, nas eleições de 2024. Naquela ocasião, o advogado Rui Elizeu, que estava na disputa pela Prefeitura pelo PSOL, não conseguiu seguir na disputa, porque a vice da chapa, Venusta Fukushima (PSOL), havia protocolado o pedido de renúncia e não havia mais como substituí-la.

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