HISTÓRIA
Construído em homenagem ao governante Mausolo, na atual Turquia, o monumento combinava influências arquitetônicas de diferentes culturas e deu origem à palavra usada para designar túmulos monumentais.
29/10/2026 — quinta-feira às 15h30
Divulgação
Construído entre 353 e 350 a.C., o Mausoléu de Halicarnasso foi uma monumental tumba erguida na antiga cidade de Halicarnasso, onde hoje fica Bodrum, na Turquia. Reconhecido como uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, o edifício se destacou pela grandiosidade da arquitetura e pela riqueza de suas esculturas.
O monumento foi construído para homenagear Mausolo, governante da Cária, região que integrava o Império Persa. Durante seu governo, ele transferiu a capital do território para Halicarnasso. Após sua morte, em 353 a.C., sua esposa e irmã, Artemísia II, deu continuidade ao projeto, com o objetivo de eternizar a memória do governante.
A construção foi projetada pelos arquitetos gregos Sátiro e Pítis e contou com esculturas de artistas renomados da época, como Briáxis, Escopas, Leocarés e Timóteo. A estrutura combinava influências gregas, orientais e egípcias, reunindo diferentes tradições arquitetônicas em um único monumento.
Com aproximadamente 45 metros de altura, o mausoléu apresentava uma base imponente, 36 colunas de estilo jônico e um teto em formato de pirâmide escalonada. No topo, uma escultura representava uma quadriga, carruagem puxada por quatro cavalos. A grandiosidade da construção foi tão marcante que o nome de Mausolo deu origem à palavra “mausoléu”, utilizada para designar túmulos monumentais.
O edifício permaneceu de pé por mais de mil anos, mas sofreu danos severos provocados por sucessivos terremotos entre os séculos XII e XV. Entre o final do século XV e o início do XVI, os Cavaleiros Hospitalários utilizaram pedras e blocos de mármore das ruínas na construção do Castelo de São Pedro, em Bodrum.
Partes das esculturas originais foram recuperadas durante escavações arqueológicas realizadas no século XIX, incluindo as conduzidas pelo britânico Charles Newton. Atualmente, algumas dessas peças estão expostas no Museu Britânico, em Londres, permitindo que parte do legado artístico do monumento continue preservada.
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