POR DENTRO DA POLÍTICA DA BAIXADA SANTISTA
Em evento organizado pelo LIDE Litoral Paulista, em Santos, o pré-candidato do Novo à Presidência da República afirma que o Estado não deve administrar empresas
15/07/2026 — quarta-feira às 00h15
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Privatizar tudo
Em visita a Santos, ontem, para participar de um encontro promovido pelo LIDE Litoral Paulista, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, defendeu a privatização da Autoridade Portuária de Santos (APS), mesmo diante do lucro líquido de R$ 724,6 milhões registrado pela companhia no ano passado.
Sem exceções
Questionado pela coluna se uma empresa superavitária, como a APS, justificaria a permanência sob controle da União, Zema foi categórico. "Sou a favor de toda privatização. O Estado brasileiro já tem muito o que fazer na segurança pública, na saúde e na educação e ainda fica querendo administrar empresas. Isso é para o setor privado", ressaltou ele, minutos antes de fazer uma apresentação no Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes da Baixada Santista e Vale do Ribeira (SinHoRes).
Menos política, mais gestão
Na avaliação do ex-governador, empresas públicas acabam abrindo espaço para indicações políticas e favorecimentos. "Sempre tendem a privilegiar alguns grupos e a se transformar em um cabide de empregos, como eu vi em Minas Gerais", frisou. Zema sustentou que a iniciativa privada reúne melhores condições para administrar ativos públicos com maior eficiência.
Resta uma
Durante a palestra, o pré-candidato a presidente explicou que, durante sua gestão (de 2019 a março deste ano), o Governo de Minas Gerais vendeu participações ou promoveu a privatização de 118 empresas estatais. A mais recente foi a Copasa, companhia de saneamento que atende 636 municípios. "Só ficou faltando a empresa de energia", destacou, em referência à Cemig, uma das principais concessionárias do setor no Brasil.
Infraestrutura como prioridade
Zema também defendeu que os recursos obtidos com privatizações e concessões devem ser direcionados para investimentos estruturantes, pois acredita que a venda de ativos públicos permite fortalecer áreas prioritárias, ampliar os investimentos em infraestrutura e reduzir o endividamento do Estado.
Vice de fora
Além de confirmar a intenção de disputar a Presidência da República, Zema revelou que seu candidato a vice não será filiado ao Novo. Segundo ele, a escolha já está definida nesse aspecto, embora o nome ainda esteja em fase de negociação. "As conversas estão em andamento. Em breve terá solução", afirmou. Um dos cotados para essa missão é o do empresário Geraldo Rufino, que é filiado ao Podemos.
Ficha limpa
Questionado pela coluna sobre o perfil que procura para compor a chapa, o ex-governador de Minas Gerais deixou claro que os principais requisitos são ter "ficha limpa" e "não ter rabo preso". "Quero alguém que possa falar tanto quanto eu e que não seja chantageado", disse, ao sustentar que o vice precisa ter liberdade para atuar sem compromissos políticos ou pessoais.
Educação política nas escolas
A Educação Básica passou a contar com um novo componente curricular do estudo da realidade social e política: educação política e direitos da cidadania. A inclusão na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/1996) foi estabelecida pela Legislação Federal 15.468/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na última segunda-feira.
Projeto marcante
De autoria da deputada federal Renata Abreu (Pode), essa foi a primeira proposta de lei apresentada pela parlamentar ao assumir o mandato, em 2015. "Isso significa que nossas crianças e jovens vão aprender, de forma simples, como funciona o nosso país, quais são seus direitos e deveres e a importância de participar da vida em sociedade", destacou.
Resistência
Apesar da ampla aprovação, a propositura enfrentou críticas de parlamentares com posições ideológicas distintas, durante a sessão da Câmara que aprovou o texto, em 9 de agosto de 2023. Marcel Van Hattem (Novo-RS) defendeu que a educação política e direitos de cidadania deveriam ser um tema local. "Não podemos ficar criando disciplina em Brasília sem saber quem serão os professores", alertou. Já Chico Alencar (PSOL-RJ) argumentou que esses assuntos já são obrigatórios e deveriam ser trabalhados de forma transversal.
Fim da greve
Chegou ao fim ontem a greve dos caminhoneiros iniciada à zero da última segunda-feira, após a categoria conseguir atingir o principal objetivo: pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar em votação a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, editada em março deste ano, devido ao aumento do preço dos combustíveis provocados pelos conflitos no Irã.
Acordo
A proposta, que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário, foi aprovada dois antes do fim do prazo para sua aprovação, após a construção de um acordo entre os senadores da base governista e da oposição. Um dos trechos retirados da versão final foi a previsão de piso salarial de R$ 5 mil para motoristas celetistas.
Direto de Brasília
O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), informou que esteve ontem, em Brasília, reunido com representantes das secretarias nacionais de Habitação e do Tesouro Nacional para buscar recursos para a realização de obras de macrodrenagem e aceleração da construção de três conjuntos habitacionais nos bairros Esmeralda e Santa Marina, que, juntos, totalizam 258 unidades.
Reencontro
Na noite da última segunda-feira, Mourão reencontrou o ex-prefeito e ex-vereador de São Vicente Luís Cláudio Bili. Os dois participaram de uma reunião promovida pelos pré-candidatos do PSD em Praia Grande — Lucas Mourão, à Assembleia Legislativa, e Cássio Navarro, à Câmara dos Deputados — com moradores de São Vicente.
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