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Conforme antecipado pelo BS9, Alberto Mourão (MDB) concorrerá à Prefeitura de Praia Grande. Já a parlamentar Rosana Valle (PL) está decidida a disputar o Executivo de Santos
Sandro Thadeu
21/02/2024 — quarta-feira às 18h15
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Perda de força
A Baixada Santista possui quatro representantes na Câmara dos Deputados - Alberto Mourão (MDB), Delegado da Cunha (PP), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) e Rosana Valle (PL) -, mas a bancada regional poderá ser reduzida pela metade a partir do próximo ano. Afinal, ao menos dois deles serão candidatos a prefeito em outubro. Mourão tentará o sexto mandato como chefe do Executivo de Praia Grande, enquanto Rosana concorrerá em Santos.
30 anos no poder
Desde 1993, quando assumiu a Administração Municipal de Praia Grande pela primeira vez, o integrante do MDB ou alguém indicado por ele está no comando da Cidade. Em razão desse histórico e do legado deixado para a população ao longo das últimas três décadas, Mourão desponta como um forte nome para vencer o pleito novamente.
Da água para o vinho
Na disputa pela prefeitura santista, em 2020, Rosana Valle estava filiada ao PSB e apoiou a candidatura de Rogério Santos, que foi eleito pelo PSDB e hoje milita no Republicanos. Quatro anos depois, ambos serão adversários. Em 2022, a parlamentar migrou para o PL. Apoiadora incondicional do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ela aparece na liderança de várias pesquisas de intenção de voto e deverá anunciar nos próximos dias à pré-candidatura ao Executivo.
Dez anos depois
Antes da atual legislatura, a última vez que a Baixada Santista chegou a ter quatro deputados federais foi em 2014. Em abril daquele ano, Maria Lúcia Prandi (PT) assumiu o mandato e lutou até o final daquele ano pelos interesses da região ao lado de Beto Mansur (MDB; na época, ele estava no PRB - atual Republicanos), Márcio França (PSB) e Protógenes Queiroz (PCdoB).
Sob nova direção
O PRTB de Santos tem um novo presidente. O bacharel em Direito e gestor na área de segurança, Amazor Ribeiro Barros, assumiu o comando da legenda. O vice dele é o empresário do ramo esportivo e ex-atleta Marcelo Coelho, que concorreu à Prefeitura pela sigla, em 2020.
Experiência na gestão municipal
Integrante aposentado da Guarda Civil Municipal (GCM) de Santos, Barros concorreu a vereador pelo PRTB, em 2020. Durante a gestão do ex-prefeito Beto Mansur (1997-2004), ele chegou a atuar por um período como subcomandante da corporação. No primeiro mandato do ex-chefe do Executivo Paulo Alexandre Barbosa (PSDB, de 2013 a 2016), o servidor trabalhou como coordenador da GCM na Zona Noroeste e, posteriormente, nos Morros.
Barreira
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa analisou ontem o Projeto de Lei 563/2023, que prevê a instituição do Programa Estadual de Plantio de Cannabis. De autoria do deputado estadual Caio França (PSB), a proposta não avançou em razão de dois pedidos de vista. Essa mesma dificuldade foi enfrentada durante a tramitação da Lei 17.618/2023 - também elaborada pelo socialista -, que incluiu a cannabis medicinal na rede pública de saúde.
Pronto para a luta
“Foram três anos e meio e 25 pedidos de vista. Estou pronto para começar uma nova batalha. O PL 563/23 é resultado de uma demanda crescente no Estado pela medicina canabinoide, que tem apresentado crescimento exponencial da judicialização ano a ano", destacou o parlamentar, que integra a CCJR. Ele citou que, entre 2017 e 2022, o governo paulista investiu R$ 77 milhões em demandas judiciais de medicamentos nacionais e importados.
Contagem regressiva
França relembrou que, no final do ano passado, a Fundação para o Remédio Popular (FURP), considerada a maior produtora pública de medicamentos do Brasil, lançou licitação para a compra do insumo farmacêutico ativo (IFA) a fim de fabricar o canabidiol. A expectativa é que o medicamento comece a ser fornecido para todo o País daqui a três anos.
Alerta
Na última terça-feira, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve a condenação de um fiscal do PSL (atual União Brasil) das eleições de 2020, em Monteiro Lobato, por boca de urna e divulgação de propaganda no dia do pleito. A pessoa deixou santinhos de candidatos da sua legenda sobre uma urna. A pena de sete meses de detenção foi substituída por prestação de serviços à comunidade. Ela terá, ainda, de pagar uma multa no valor de R$ 6.206,89.
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