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Integrante do grupo Trincheira Patriótica, Walter Parreira foi um dos presos pela Polícia <br> Federal por ter participado e fomentado os ataques golpistas do dia 8 de janeiro, em Brasília
Sandro Thadeu
25/10/2023 — quarta-feira às 18h00
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Alvo da PF
O representante comercial de Santos Walter Parreira foi uma das cinco pessoas detidas ontem pela Polícia Federal (PF), durante a 19ª fase da Operação Lesa Pátria, que vem identificando os indivíduos que participaram e fomentaram o ato golpista do dia 8 de janeiro deste ano, em Brasília. Naquela ocasião, as sedes dos três poderes foram invadidas e depredadas.
Cara limpa
Integrante do grupo Trincheira Patriótica e apoiador incondicional do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Parreira gravou vídeos convocando os moradores da Baixada Santista para "ocupar" a Capital no dia 8 de janeiro e pedindo que empresários financiassem as caravanas rumo a Brasília. A coluna não conseguiu contato com a defesa dele. O espaço segue aberto para manifestação.
Versão fantasiosa?
Ao retornar para Santos, ele gravou uma mensagem no ônibus admitindo que estava na Praça dos Três Poderes e que a ocupação dos patriotas foi ordeira. Na visão do representante comercial, os atos de vandalismo foram provocados por “infiltrados”. Parreira citou, ainda, que estava retornando de um congresso da religião Seicho-No-Ie, mas não havia nenhuma reunião agendada naquela data em Brasília.
Dia de protesto
As entidades que representam os servidores da PF farão hoje uma grande mobilização nacional para cobrar do Governo Federal uma maior celeridade na definição da proposta de reestruturação salarial para a categoria, o que afetará cerca de 30 mil pessoas entre trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas. As negociações entre as partes se arrastam há meses. Em Santos, a manifestação ocorrerá na frente da delegacia da PF no Município, que fica na Rua Riachuelo, 27, Centro.
Maior motivação
"O Governo Federal tem dito que a segurança pública é prioridade. Entretanto, na
prática, temos carência de equipamentos de proteção e de efetivo para integrar as FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) no combate à violência. Além disso, servidores que colocam a sua integridade física em risco diariamente precisam estar motivados e valorizados", destacou a nota conjunta das organizações, que aponta que a categoria foi afetada "de maneira desproporcional por reformas, descaso, desvalorização, além de ter sido preterida em relação a outras carreiras típicas de Estado".
Pesquisa falsa
Desde o último sábado, está circulando um levantamento a respeito das intenções de voto para a Prefeitura de Cubatão, que teria sido realizada pelo Paraná Pesquisas. No entanto, essa sondagem é falsa. O diretor da empresa, Murilo Hidalgo, divulgou uma nota pública ontem para informar que não fez nenhum trabalho na Cidade, em 2023.
Problema constante
Em entrevista exclusiva concedida à coluna, Hidalgo explicou que essa é a segunda vez neste ano que o nome do instituto é utilizado indevidamente em uma pesquisa eleitoral. A primeira ocorreu no mês passado, em Ourinhos, cidade do interior paulista. "Esse problema não vai ocorrer mais a partir de 1º de janeiro de 2024, porque todos os levantamentos desse tipo deverão estar registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)", afirmou.
Missão impossível
O representante do Paraná Pesquisas solicitou que essas sondagens falsas sejam denunciadas às autoridades policiais e judiciais para que tomem providências. "É impossível conseguir rastrear quem foi o responsável por isso. Se os próprios políticos locais não conseguem pegá-lo, imagine a gente", desabafou.
Condenação
Diego Nascimento Pinto foi condenado ontem a 6 anos e 9 meses de prisão pela tentativa de homicídio contra a jornalista e deputada estadual Solange Freitas (União), no dia 11 de novembro de 2020. Naquela ocasião, ela concorria à Prefeitura de São Vicente pelo PSDB e o veículo blindado onde estava foi alvejado por cinco tiros, na Avenida Monteiro Lobato, na Vila Voturuá. O julgamento ocorreu no fórum do Município.
Dupla penalidade
“Esse Diego, além de ter participação no atentado, também tentou me incriminar do meu próprio atentado na época. E nesse júri ele acabou confessando que mentiu, porque foi pago por um partido político para me incriminar e me atrapalhar nas eleições. A sensação de reviver aqueles momentos é muito dificil. Mas ele está pagando duas vezes: pela tentativa de homicídio e por ter tentado sujar meu nome”, destacou a parlamentar.
Surpresa desagradável
Durante o julgamento, Solange foi surpreendida ao receber a informação que o policial militar Gustavo de Souza Militão Pavlik, outro condenado por tentar matá-la, está solto e atuando na corporação. "Foi muito difícil ouvir essa notícia. O pior foi saber que um homem que tentou me matar voltou a trabalhar na Polícia. Como pode uma instituição tão séria como a PM receber de volta um condenado por tentativa de homicídio?", questionou.
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