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Sugestão consta em projeto de lei do vereador santista Sérgio Santana (PL), que foi discutido ontem em audiência pública. Ideia foi rejeitada pelos cidadãos que participaram da atividade
Sandro Thadeu
16/06/2023 — sexta-feira às 18h00
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Medida controversa
A proposta de alterar o nome da Rua Guaiaó, no bairro da Aparecida, em Santos, para Alameda Armênio Mendes foi criticada pelos munícipes que participaram ontem da audiência pública promovida pela Câmara, para discutir essa possibilidade prevista em um projeto de lei de autoria do vereador Sérgio Santana (PL). Apesar de reconhecerem a importância do empresário, os cidadãos entendem que ele poderia ser homenageado de outras formas pela municipalidade.
A melhor de Santos
O advogado Lucas Braz Rodrigues dos Santos, que representou o Grupo Mendes na atividade, explicou que, se a alteração da denominação na via for confirmada, a empresa não medirá esforços para torná-la “a melhor rua de Santos” e se compromete a fazer todo o aterramento da fiação elétrica. “O Grupo (Mendes) irá contratar projetista para trabalhar em todas as áreas. Tudo isso será feito para honrar o projeto de lei e a memória do Armênio Mendes”, destacou.
Prejuízos financeiros e culturais
A proprietária de um imóvel da Rua Guaiaó deixou claro que ela e outras pessoas que possuem propriedades na via não podem absorver os custos das averbações nas escrituras, caso realmente haja a alteração do nome da rua. Integrante do Conselho Municipal de Cultura, Júnior Brassalotti disse que a sociedade está diante de "um apagamento da história e de uma violência sistêmica contra os povos indígenas". Afinal, Guaiaó era o nome indígena da Ilha de São Vicente.
Nova modelagem
O líder do Governo na Câmara, Adilson Junior (PP), elogiou a proposta de Santana e entende não haver problema de a via se tornar uma alameda, porque a origem dessa palavra é o álamo, que é uma árvore. “Para se tornar alameda, só há um critério: ser arborizada”, justificou. Para o vereador, será muito positiva a revitalização da via sem a utilização de recursos públicos.
Chance de ouro
Na última quinta-feira, quando o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) recebeu os prefeitos da Baixada Santista para um almoço, no Palácio dos Bandeirantes, os gestores municipais apresentaram algumas demandas locais, como Luiz Maurício (PSDB), de Peruíbe.
Verba garantida
O tucano atualizou o chefe do Executivo paulista sobre o andamento da reforma do hospital municipal, que deverá iniciar os atendimentos no primeiro semestre do próximo ano. "Recebi a garantia do governador que o nosso equipamento municipal receberá custeio do Estado e teremos ele funcionando tão logo a obra finalize", disse. Luiz Maurício também apontou a necessidade de novos investimentos de contenção para a Estrada do Guaraú.
Cabeça no futuro
Kayo Amado (Pode), de São Vicente, pediu a Freitas que a Cetesb seja mais rápida no licenciamento ambiental da obra da terceira fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará a Esplanada dos Barreiros ao Samaritá. O prefeito também falou de projetos para o desenvolvimento da Área Continental e solicitou apoio do Estado para reerguer o Município com o plano de 500 anos da Cidade, que será um marco para todo o Brasil.
Esperança
A gestora de Praia Grande, Raquel Chini (PSDB), ficou muito feliz com a receptividade e o carinho demonstrado pelo governador com a Baixada Santista. "Falei um pouquinho do nosso trabalho e das nossas necessidades na saúde e mobilidade urbana, citando o viaduto da Curva do S. Vem boas novidades por aí", destacou a chefe do Executivo.
Voto isolado
O deputado federal Delegado da Cunha (PP) foi o único representante da Baixada Santista favorável ao polêmico Projeto de Lei 2.720/2023, que prevê a punição a quem se recusar a abrir conta ou conceder crédito a “pessoas politicamente expostas", como dirigentes partidários e detentores de mandatos eletivos. Essa condição permanece válida por até cinco anos após o cidadão deixar a função pública. Os benefícios da proposta também abrangem familiares, empresas desse público e "estreitos colaboradores".
Sem preconceito
A assessoria de Da Cunha informou que teve esse posicionamento após a supressão de alguns artigos que não concordava. Na visão dele, “pessoas politicamente expostas não podem ser alijadas de procedimentos cotidianos do sistema financeiro pelo fato de responderem processos na justiça que ainda não transitaram em julgado”.
Em recuperação
Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) não participou dessa votação ocorrida na última quarta-feira, pois está afastado temporariamente em razão da cirurgia de sinusectomia (procedimento para tratar sinusite crônica). Alberto Mourão (MDB) e Rosana Valle (PL) foram contrários à aprovação do texto, que seguiu para análise do Senado.
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