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Câmara de Itanhaém tem sessão marcada por protestos e polêmicas

Base aliada do Executivo barra requerimentos e deixa populares revoltados. Silvinho Investigador (SD) afirma que teve cerceado o direito à fala, mas presidência da Casa nega

Sandro Thadeu

Sandro Thadeu

06/04/2023 — quinta-feira às 18h00

Câmara de Itanhaém tem sessão marcada por protestos e polêmicas

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Chapa quente
O clima esquentou na sessão da Câmara de Itanhaém realizada na última segunda-feira. Apesar de uma grande participação popular, os vereadores da base aliada conseguiram impedir a aprovação de dois requerimentos importantes. Um deles, de autoria de Henrique Garzon (Pode), cobrava do Executivo informações a respeito do contrato da merenda escolar. O outro, elaborado por Rutinaldo Bastos (Pode), trazia perguntas sobre contratos de locação firmados pela Administração Municipal.

Fim de papo
A decisão tomada pela maioria dos parlamentares desagradou o público, que protestou. O presidente da Casa, Professor Fernando (MDB), alertou que a sessão seria encerrada se os presentes não colaborassem. Como o pedido não surtiu efeito, ele encerrou os trabalhos.

Censura?
Assim que o docente anunciou a decisão, o vereador Silvinho Investigador (SD) pediu a palavra, mas foi ignorado. Por esse motivo, ele entende que teve o direito à fala cerceado. “A atitude do presidente em encerrar a sessão, afeta o direito dos vereadores em exercer seus mandatos e não pode ser aceita. Continuarei atento e trabalharei para que fatos como este não voltem a acontecer”, desabafou.

Questão de segurança
Por meio de nota, a presidência do Legislativo informou ontem que, durante a sessão, as manifestações “ultrapassaram o direito de expressão” e ocorreram ofensas verbais e gritos que atrapalharam o bom andamento das atividades. O Parlamento citou, ainda, que “cadeiras no plenário foram quebradas, fato inédito na secular Câmara”. Diante de tal cenário “que colocou em risco vereadores, servidores e o público em geral, foi necessário o encerramento dos trabalhos", justificou.

Sinal verde
O deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) conseguiu junto ao Governo Federal a liberação de R$ 4,8 milhões para a Prefeitura custear as obras de reconstrução da encosta entre as ruas 7 e 8 do Morro do Pacheco. Esse pleito foi protocolado em Brasília, em 2020, após as fortes chuvas que atingiram a Baixada Santista e provocaram 45 mortes.

Aquela força
Esse recurso já estava programado à Administração Municipal desde 2020, mas ainda precisava da aprovação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. “Vamos seguir trabalhando para ampliar os investimentos para obras de drenagem, de reconstrução de encosta e outras intervenções que possibilitem mais segurança para os moradores que vivem nos morros de Santos”, afirmou o tucano.

Ideia paulistana
O vereador de Praia Grande Gugu Mil Grau (PSD) quer saber da Prefeitura se existe algum estudo para a implementação de uma faixa exclusiva para motos, como a Faixa Azul, que é uma realidade na capital paulista. 

Mais segurança
O parlamentar entende que é essencial que a Administração Municipal trabalhe para que os motociclistas possam se deslocar pela Cidade e trabalhar nas ruas com maior segurança. Na avaliação dele, o corredor exclusivo para esse meio de transporte contribuirá para a redução do número de acidentes.

Contrapartida
A Autoridade Portuária de Santos, a Ultrafértil - VLI e a Usiminas firmaram um termo de compromisso, que autoriza o fornecimento de créditos de compensação florestal, por parte dessas duas empresas privadas, como contrapartida pelo uso do Polígono de Disposição Oceânica (PDO) pelo prazo de 12 meses.

Área estratégica
Todo o sedimento recolhido do fundo do mar durante a dragagem é descartado no PDO, que é uma área retangular com 10x4 quilômetros de divisão, subdividida em dez quadrículas de 2 quilômetros de lado. O local tem uma extensão equivalente a 300 campos de futebol e fica a 12 quilômetros da entrada do Porto de Santos. A Autoridade Portuária é a responsável pelo gerenciamento do PDO.
 

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