HISTÓRIA
Considerados uma das grandes obras do Mundo Antigo, os jardins são cercados por relatos históricos, mas sua existência ainda não foi comprovada por evidências arqueológicas.
21/09/2026 — segunda-feira às 12h30
Divulgação
Os Jardins Suspensos da Babilônia estão entre as Sete Maravilhas do Mundo Antigo, mas sua existência ainda é motivo de debate entre historiadores e arqueólogos. Apesar dos relatos sobre sua grandiosidade, não foram encontradas evidências arqueológicas definitivas que comprovem que os famosos jardins tenham existido na Babilônia.
Segundo a tradição clássica, os jardins teriam sido construídos no século VI a.C., durante o reinado de Nabucodonosor II. A versão mais conhecida afirma que o rei teria ordenado a construção para agradar sua esposa, a rainha Amitis, que sentia falta das paisagens montanhosas e da vegetação de sua terra natal, na região da Média, atual território do Irã.
Os relatos antigos descrevem uma grande estrutura formada por terraços sobrepostos, sustentados por construções de tijolos e cobertos por árvores, flores e outras espécies vegetais. Um sofisticado sistema de irrigação teria permitido transportar água dos rios até os níveis mais elevados, mantendo a vegetação mesmo em meio ao clima árido da região.
A principal dificuldade para confirmar essa história está na ausência de vestígios físicos dos jardins na antiga Babilônia, localizada no atual Iraque. Além disso, não foram encontrados registros babilônicos contemporâneos ao reinado de Nabucodonosor II que mencionem diretamente a construção.
Uma das principais teorias alternativas foi apresentada pela pesquisadora britânica Stephanie Dalley. Segundo sua hipótese, os jardins descritos pelos autores clássicos poderiam ter sido construídos pelo rei assírio Senaqueribe, na cidade de Nínive, também localizada no atual Iraque.
Caso tenham realmente existido, os Jardins Suspensos podem ter desaparecido ao longo dos séculos em razão de terremotos, erosão e da própria transformação da região. Até hoje a falta de evidências conclusivas mantém um dos maiores mistérios do mundo antigo.
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