MITOLOGIA
História da filha de Deméter e seu vínculo com Hades foi usada pelos antigos gregos para explicar o ciclo de florescimento, colheita, frio e renovação da natureza.
13/08/2026 — quinta-feira às 12h30
Divulgação
Na mitologia grega, fenômenos da natureza eram frequentemente associados à ação dos deuses. Tempestades, terremotos e maremotos, por exemplo, eram atribuídos às divindades do Olimpo. Entre essas narrativas está a história de Perséfone, criada pelos gregos para explicar a origem das estações do ano.
Tudo começou quando Perséfone, a jovem filha de Zeus e Deméter, deusa da colheita estava colhendo flores em um prado e a terra acabou se abrindo e Hades a sequestrou para o submundo para acabar sendo a sua esposa. Triste com o sumiço da filha, Deméter descuidou da Terra, fazendo plantações definharem e gerando fome na humanidade.
Diante da crise, Zeus determinou que Hades libertasse Perséfone. O deus do submundo, porém, recorreu a uma armadilha: quem consumisse alimentos no mundo dos mortos não poderia retornar completamente ao mundo dos vivos.
Perséfone comeu algumas sementes de romã. As diferentes versões do mito divergem sobre as circunstâncias: em algumas Hades a teria induzido a comer; em outras ela teria feito isso por vontade própria. O ato selou sua ligação com o submundo.
Para solucionar o impasse, Zeus estabeleceu que Perséfone dividiria seu tempo entre o mundo dos vivos e o dos mortos. Assim, durante a primavera e o verão, ela permaneceria com Deméter na superfície. Feliz com o retorno da filha, a deusa da colheita faria a natureza florescer novamente.
No outono e no inverno, Perséfone retornaria ao submundo para ficar ao lado de Hades. Com a partida da filha Deméter se entristeceria e deixaria a Terra perder sua vitalidade, dando origem ao período de frio e menor fertilidade.
O mito de Perséfone, portanto, funcionava para os antigos gregos como uma explicação simbólica para o ciclo das estações e para as mudanças observadas na natureza ao longo do ano.
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