MEIO-AMBIENTE
Aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico influencia o regime de chuvas, favorece ondas de calor e aumenta o risco de eventos extremos em diferentes regiões do país.
31/07/2026 — sexta-feira às 12h30
Divulgação
O El Niño voltou a ganhar destaque nesta semana por conta de seus impactos no clima. Mas, afinal, o que é esse fenômeno?
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. Ele altera padrões de vento e temperatura em escala global gerando fortes impactos no regime de chuvas e secas.
O fenômeno ocorre quando os ventos alísios, que normalmente empurram as águas quentes em direção ao oeste do Pacífico, enfraquecem. Com isso, essas águas se deslocam para a porção leste do oceano provocando mudanças na circulação dos ventos e no comportamento do clima.
O El Niño se manifesta de forma cíclica, em intervalos que variam entre dois e sete anos, e costuma durar de nove a doze meses.
No Brasil, os efeitos variam conforme a região. No Sul temos um aumento no volume de chuvas e maior risco de temporais e enchentes. Já nas regiões Norte e Nordeste tem uma redução drástica das precipitações e maior propensão a secas.
Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o El Niño geralmente provoca irregularidade nas chuvas e contribui para a ocorrência de ondas de calor mais intensas além de favorecer temperaturas acima da média para a época do ano.
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