MITOLOGIA
De sacerdotisa de Atena à criatura amaldiçoada, o mito de Medusa atravessa séculos e ganha novas interpretações como símbolo de resistência e denúncia da violência contra as mulheres.
17/07/2026 — sexta-feira às 12h30
Divulgação
Na mitologia grega, Medusa é uma das figuras mais marcantes e controversas da Antiguidade. Integrante das três górgonas, ela era a única mortal entre as irmãs Esteno e Euríale, filhas das divindades marinhas Fórcis e Ceto.
De acordo com a versão mais conhecida do mito registrada pelo poeta romano Ovídio, Medusa era uma bela sacerdotisa dedicada à deusa Atena. Sua beleza despertou o interesse de Poseidon, deus dos mares. Após rejeitar suas investidas, ela foi violentada por Poseidon no templo sagrado de Atena. Em vez de punir o agressor, Atena voltou sua ira contra Medusa e a transformou em um ser monstruoso com serpentes no lugar dos cabelos, presas, asas douradas e o poder de petrificar qualquer pessoa que cruzasse seu olhar.
A maldição fez com que Medusa fosse caçada. O herói Perseu foi encarregado de trazer a sua cabeça. Auxiliado por Atena e outros deuses, o herói usou um escudo polido como espelho para não olhar diretamente para ela e a decapitou. Do sangue da Medusa nasceram o cavalo alado Pegaso e o gingante Crisaor.
Atualmente, a história de Medusa é frequentemente revisitada. Ela deixou de ser apenas a “vilã” e passou a ser vista como um símbolo feminista de sobrevivência, um ícone contra a cultura do estupro e uma representação da injustiça sofrida pelas mulheres vítimas de violência.
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