Sexta, 6 de novembro de 2026

DólarR$ 5,49

EuroR$ 6,12

Santos

23ºC

CORONAVÍRUS

Fiocruz e Harvard explicam em estudo inflamação excessiva da Covid-19

Pesquisa foi publicada na revista Nature

Por Vinícius Lisboa - Da Agência Brasil

Por Vinícius Lisboa - Da Agência Brasil

07/04/2022 — quinta-feira às 15h40

Fiocruz e Harvard explicam em estudo inflamação excessiva da Covid-19

subvariante niaid - (foto: NIAID)

Um estudo com participação de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) descreveu o processo inflamatório causado pelo SARS-CoV-2 em casos graves de Covid-19. O trabalho foi desenvolvido em parceria com a Escola de Medicina da Universidade Harvard e publicado ontem, dia 6, na revista Nature, um dos principais periódicos científicos do mundo.

A contribuição do estudo foi explicar o que desencadeia o processo inflamatório excessivo que ocorre nas formas graves da doença e como ele se desenvolve.

Os pesquisadores observaram que, ao tentar combater a infecção pelo vírus SARS-CoV-2, o sistema imunológico produz um tipo específico de anticorpo, chamado afucosilado. 

A ação desse anticorpo consegue neutralizar o vírus e impedir que ele entre nas células epiteliais do pulmão, mas também desencadeia um processo que leva à produção descontrolada de células de defesa. 

A cadeia de eventos que leva à inflamação excessiva começa quando os monócitos, que são células de defesa do organismo, capturam o vírus e o destroem em um processo de digestão chamado de fagocitose. 

Esse mecanismo termina com a destruição do próprio monócito, o que libera componentes que causam um estado de alerta no organismo. O corpo, então, reforça a produção de células de defesa, e isso leva a uma inflamação cada vez maior, já que quanto mais células são produzidas, maior é o alerta emitido por elas. 

É esse processo que leva à chamada tempestade de citocinas, que são proteínas que regulam a resposta imunológica. O descontrole dessa resposta com a inflamação excessiva cria uma situação em que as próprias células de defesa causam danos ao corpo do paciente, que evolui para um estado de saúde crítico.

A pesquisadora Caroline Junqueira, do grupo de Imunopatologia da Fiocruz Minas, explica que o estudo mostra a importância da imunidade adquirida pelas vacinas, que levam à produção de um tipo diferente de anticorpo.

"Muitas pessoas pensam que é bom pegar a Covid-19 para se tornar imune. A questão é que, nesse caso, a pessoa vai correr o risco de ter uma inflamação sistêmica. Com a vacina, não tem essa possibilidade. Nossa pesquisa constatou que o plasma de indivíduo vacinado não induz a produção do anticorpo afucosilado. Ou seja, a infecção gera anticorpos maléficos, e a vacina produz anticorpos benéficos", destaca a coordenadora do estudo, em texto divulgado pela Fiocruz.  

Como resultado, a pesquisa aponta ainda que há potenciais candidatos a medicamentos que podem inibir essa cadeia de eventos. 

Leia Mais

ver todos

São Paulo gera 19,3, mil empregos com carteira assinada em setembro

ECONÓMIA

São Paulo gera 19,3, mil empregos com carteira assinada em setembro

Dupla Sena celebra 25 anos com prêmio estimado em R$ 11,3 milhões

CAIXA ECONÔMICA

Dupla Sena celebra 25 anos com prêmio estimado em R$ 11,3 milhões

Ministério da Saúde vai comprar até 20 mil doses da vacina contra mpox

SAÚDE

Ministério da Saúde vai comprar até 20 mil doses da vacina contra mpox

2
Entre em nosso grupo