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Motoristas de ônibus entram em greve em São Vicente e população começa a sentir os prejuízos

Uma audiência está marcada para esta quinta-feira visando solucionar o problema

Por Lucas Campos - Redação BS9

11/01/2022 - terça às 10h52

A paralisação começou por volta das 3h30 na garagem da empresa Otrantur, responsável pelo transporte público - (foto: divulgação/PMSV)

Motoristas do transporte público de São Vicente inciaram greve nesta segunda-feira, dia 10, cobrando pagamento de salários e benefícios de dezembro que estão atrasados.
 
A Otrantur, empresa responsável pela operação do transporte público municipal diz que vai buscar uma solução em audiência marcada para esta quinta-feira, dia 13, entre representantes da empresa, da categoria e também da Prefeitura.
 
A paralisação começou por volta das 3h30 na garagem da empresa, que fica na Rua Frei Gaspar. Dos 115 ônibus da frota apenas 17 saíram para circular na cidade.
 
Em nota, a prefeitura diz que não foi informada sobre o protesto com a antecedência mínima de 72 horas, prevista em lei federal e que notificou o Sindicato dos Rodoviários para que os motoristas voltem à ativa o mais rápido possível.
 
Impacto
Como era de se esperar, os reflexos da greve já foram sentidos pela população vicentina.
 
A operadora de caixa Rosana Borges Souza, de 37 anos, sai todo dia para trabalhar às 6h15 da manhã para pegar sua condução, que passa sempre às 6h30 no ponto. Mas na manhã desta terça-feira, dia 11, foi surpreendida.
 
"Fiquei esperando mais de meia hora. Isso nunca acontece e achei estranho. Foi quando meu marido me ligou contando que a greve estava acontecendo. Além de chegar atrasada no serviço, tive que gastar a mais, porque peguei duas conduções. Espero que isso termine logo".
 
Bruno Moura de Almeida, de 26 anos, é técnico de informática e também chegou atrasado no trabalho por só ficar sabendo da greve ao chegar no ponto e escutar os comentários. Sem alternativa para locomoção, precisou ir andando do Parque Bitaru, onde mora, até o Itararé, onde trabalha.
 
"Levei o dobro do tempo para chegar no trabalho. Meu dinheiro para o transporte é contado e não tinha como gastar a mais para isso, por isso resolvi ir andando. Minha chateação foi não ter sido avisado da greve. Pois assim a gente já se programa. Mas ser pego de surpresa assim, é complicado".

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