Quinta, 11 de Junho de 2026

DólarR$ 5,19

EuroR$ 5,99

Santos

18ºC

DE OLHO

Mongaguá endurece fiscalização contra construções clandestinas no Jussara

A situação é um exemplo clássico de parcelamento irregular do solo

Da Redação

25/04/2026 - sábado às 09h08

A organização de Mongaguá e a segurança jurídica de quem vive na cidade são prioridades que guiam as ações da Administração Municipal. Na última quarta-feira (22), a Unidade Gestora de Obras Particulares realizou uma operação de fiscalização no bairro Jussara, com o objetivo de conter o avanço de construções clandestinas e a exploração imobiliária irregular em uma área de gleba.

 

A ação contou com a presença do coordenador de fiscalização de obras particulares, Luciano Marin, do subprocurador geral do município, Dr. Fernando Luiz de Souza Santos, e do secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Alexandre Barril.

 

Entenda o caso

A equipe de fiscalização já acompanha a área há mais de um ano, após o recebimento de diversas denúncias. Trata-se de uma gleba (terreno de grande porte ainda não loteado) que se encontra em estado de abandono pelo seu proprietário legal. Durante a vistoria de rotina, foi constatado que terceiros estão se aproveitando dessa falta de manutenção para realizar construções clandestinas que já haviam sido paralisadas anteriormente pela Prefeitura.

 

A situação é um exemplo clássico de parcelamento irregular do solo, prática em que terrenos são divididos e vendidos por invasores ou exploradores sem projetos aprovados, sem autorização municipal e sem a infraestrutura necessária.

 

"Identificamos uma exploração imobiliária indevida. O proprietário legal do terreno já foi notificado diversas vezes sobre a responsabilidade de cuidar da área e impedir essas invasões e construções irregulares. Como as determinações de paralisação não foram cumpridas e o abandono persiste, estamos seguindo com medidas mais severas", explica Luciano Marin.

 

Segurança Jurídica e coletividade

Muitas vezes, o cidadão pode se perguntar por que a Prefeitura interfere em construções em áreas privadas. A resposta está na proteção da coletividade. Construir sem aprovação gera riscos estruturais, sobrecarrega o sistema de esgoto e iluminação, e desvaloriza os imóveis vizinhos que estão em dia com a lei.

 

O subprocurador geral do município, Dr. Fernando Luiz de Souza Santos, esclarece que o direito à propriedade não é absoluto. "No Brasil, todo imóvel deve cumprir uma função social. Isso significa que o terreno precisa ser útil e respeitar o interesse de toda a comunidade. Quando um local é abandonado ou usado para fins ilegais, o Poder Público tem o dever de intervir. Em casos extremos de descaso, a prefeitura pode até realizar a desapropriação da área para que ela passe a servir ao benefício da população", pontua.

 

Próximos passos

Devido à reincidência das irregularidades, a Prefeitura estuda agora o decreto de utilidade pública da área. Além das multas que já estão sendo aplicadas ao cadastro do imóvel, novas sanções podem incluir a demolição das estruturas levantadas sem autorização.

 

Para evitar prejuízos, a Administração Municipal orienta que o cidadão sempre consulte a Unidade Gestora de Obras ou de Habitação antes de adquirir um terreno ou iniciar qualquer construção. Essa cautela garante a segurança jurídica do comprador e ajuda Mongaguá a crescer de forma organizada e segura para todos.

Deixe a sua opinião

Leia Mais

ver todos

OBRAS

Obra da Sabesp interdita trecho da Rua Padre Anchieta no Centro de São Vicente

EDUCAÇÃO

Alunos da rede municipal participam de sessão de cinema sobre preservação

MEIO-AMBIENTE

São Vicente recicla mais de 600 toneladas de resíduos em apenas quatro meses em 2026

2
Entre em nosso grupo