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SAÚDE

"Mãe Coruja": Fundo Social entrega enxovais produzidos no Conviver a pacientes de pré-natal

Seleção prioriza gestantes em situação de vulnerabilidade social assíduas nas consultas

Da Redação

25/06/2026 - quinta às 13h00

Foto: AMAURI PINILHA

Grávida de nove meses de seu terceiro filho, a gestante Laura Inês  Donda, de 29 anos, conta que se sentiu surpresa ao saber que estava  entre as pacientes de pré-natal da Usafa Santa Marina beneficiadas com  o “Mãe Coruja”, um projeto do Fundo Social de Solidariedade de Praia  Grande que une criatividade, amor ao próximo, saúde e gratidão. Por  meio dele, grávidas e puérperas em situação de vulnerabilidade social  que fazem o acompanhamento nas Unidades de Saúde da Família (Usafas)  recebem peças de enxoval produzidas por voluntárias em oficinas de  crochê, tricô e costura do Conviver Boqueirão, doadas pelo Fundo  Social em parceria com as secretarias de Assistência Social (Seas) e  Saúde Pública (Sesap).

 


A entrega foi realizada na manhã de terça-feira (23), pela presidente  do Fundo Social, a primeira-dama do Município Maria del Carmen Padin  Mourão, a Maruca, e pelo secretário de Saúde, José Isaías Costa Lima,  a vinte gestantes e puérperas da Usafa Santa Marina. Em clima de  descontração, com bolos e salgados, o evento contou com a participação  das voluntárias que confeccionaram as peças.

 


De acordo com Maruca, o projeto “Mãe Coruja” teve início em 2019 junto  às Usafas, mas teve de ser interrompido em razão da pandemia de Covid,  embora as peças continuassem sendo produzidas pelas voluntárias do  Conviver Boqueirão e doadas pelo Fundo Social e o Centro de Referência  de Assistência Social (Cras). A retomada, nos moldes da parceria com a  Sesap, aconteceu este ano. “Esta é a segunda entrega que fazemos nas  Usafas”, cita, informando que no próximo mês, além da contribuição das  voluntárias, o Fundo Social também vai adquirir peças para compor os  enxovais.

 


Acompanhada pelas artesãs, Maruca congratulou as gestantes e frisou:  “Tudo que está aqui foi escolhido e confeccionado com muito respeito e  amor por essas ‘avós coruja’ do Conviver, que estão tendo a satisfação  de entregar a vocês esses mimos”.



Auxílio - Nos kits embalados para presente com fitas de cetim, as  pacientes selecionadas por critérios socioeconômicos receberam  conjuntos, sapatinhos, casaquinhos, mantas e macacões feitos em tricô  para recém-nascidos, além de outros produtos, como fraldas  descartáveis, fraldas de tecido, toalhas de banho e produtos de  higiene infantil, junto com uma sacola estilizada do projeto. A  gestante Laura Donda ficou muito feliz com a ajuda inesperada. “Tomei  um susto quando recebi a mensagem, foi uma surpresa que ajuda  bastante, ainda mais com o frio”.

 


A seleção para a aquisição do kit considera a assiduidade nas  consultas de pré-natal e prioriza a situação de vulnerabilidade social  dentre pacientes da rede que estão no terceiro trimestre de gestação  ou puérperas, como explica a enfermeira Thaís Pontes. O diretor da  unidade, Fernando Oliveira, observa que a ação é importante para  aproximar as pacientes da unidade, já que, além do pré-natal, o  atendimento segue após o nascimento do bebê. Ao fazer o acompanhamento  da gravidez ao parto, a equipe encaminha gestantes de alto risco para  serviço específico.

 


Grávida de oito meses do primeiro filho, Gabriele Nascimento de Silva  Santos, de 18 anos, elogiou a iniciativa. “Achei ótima a ideia”,  opinou. “Qualquer ajuda é bem-vinda, mesmo que seja o básico. Espero  que continue para auxiliar outras mães.” Sara Victória da Cruz Souza,  de 22 anos, mãe de um filho de três anos e no oitavo mês de gestação  do segundo, também gostou muito do presente. “Com certeza, vai me  ajudar bastante”.

 


 Durante a entrega, o secretário de Saúde destacou que o pré-natal é  fundamental para garantir a saúde materno-infantil e informou sobre o  atendimento na rede pública de saúde do Município, anunciando  investimentos no setor. Para ele, a integração entre os setores de  assistência social e serviços de saúde potencializa a  intersetorialidade e agrega valor à iniciativa. “Além da ajuda, há  essa aproximação e a redução de agravos, promovendo o amor e o bem.”

 


Ao tecer as peças doadas, a voluntária Wanda Santos Lima, de 89 anos,  que é bisavó, pensava nos bebês que as receberiam. “Achei essa entrega  maravilhosa, incentiva a gente a fazer”, declarou. Também voluntária,  Maria Helena Bigatto, 70 anos, disse ser gratificante a participação  no projeto: “É uma delícia, um amor que transborda”.

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