CULTURA
Esses movimentos representam espaços de resistência, inclusão social e transformação das comunidades por meio da arte e da cultura
Da Redação
27/10/2026 — terça-feira às 09h15
Divulgação
As batalhas de rima vêm consolidando seu espaço no cenário cultural de Guarujá, promovendo a valorização da cultura periférica, o protagonismo juvenil e a expressão artística por meio do hip-hop. Mais do que encontros entre MCs, esses movimentos representam espaços de resistência, inclusão social e transformação das comunidades por meio da arte e da cultura.
Entre os destaques está a Batalha do X, um dos movimentos de hip-hop mais antigos ainda em atividade no Município e reconhecido como uma das maiores batalhas de rima da Baixada Santista. Com 10 anos de história, a iniciativa tem desempenhado um papel importante no fortalecimento da cultura periférica e na criação de oportunidades para os jovens. A iniciativa promove o protagonismo juvenil e transforma a realidade da comunidade do Morrinhos por meio da arte e da cultura.
À frente dessa trajetória está Jonas Salles, organizador do movimento, que tem papel fundamental na continuidade e no fortalecimento da iniciativa ao longo de uma década.
Santa Rosa
Outro avanço importante para a cena cultural do Município foi conquistado pela Batalha do Santa Rosa, que já soma quatro anos de dedicação ao movimento hip-hop local. À frente da organização estão Vitor Hugo, Davi Moraes e Íris Bonfim — cuja presença destaca a fundamental importância da representatividade feminina na liderança e fortalecimento dos coletivos urbanos.
O coletivo passou a utilizar o palco da Praça do Povo, no bairro Santa Rosa. A conquista ocorreu por meio da articulação entre o Conselho Municipal da Juventude e a Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), garantindo um espaço mais adequado e seguro para os participantes e para os munícipes que frequentam o local.
"A disponibilização do palco representa um passo importante para o reconhecimento das batalhas de rima como manifestações culturais legítimas, contribuindo para a organização dos encontros e o fortalecimento dos coletivos juvenis", pontua Emily França, articuladora do movimento hip hop.
A Secretaria de Cultura aprova a permanência dessas iniciativas, que evidenciam a força da mobilização cultural e do envolvimento de pessoas comprometidas com a valorização do hip-hop em Guarujá. "A gestão municipal apoia essas ações, que demonstram a importância de políticas públicas, parcerias e lideranças comunitárias que incentivam a cultura urbana e ampliam o acesso dos jovens aos espaços públicos, reafirmando a rima como uma potente ferramenta de expressão, identidade e transformação social".
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