CIDADANIA
Além de atividades reflexivas, Cidade mantém rede de proteção com projetos, capacitações e canais de apoio às vítimas
Da Redação
10/08/2026 — segunda-feira às 08h00
Divulgação
A cada dia, milhares de mulheres brasileiras enfrentam situações de violência dentro de casa. Segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, divulgada pela Agência Senado, cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025. Outro dado preocupante revela que, entre as vítimas, 71% afirmaram que as agressões aconteceram na presença de outras pessoas, sendo que, em grande parte dos casos, havia filhos e filhas presenciando a violência. Os números reforçam a urgência de medidas combativas e da ampliação das políticas públicas voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas. Em São Vicente, esse trabalho acontece durante todo o ano, por meio de programas permanentes, ações educativas e serviços especializados, que ganham ainda mais destaque durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização pelo fim da violência contra a mulher.
Rede permanente de proteção
A rede de enfrentamento à violência contra a mulher em São Vicente reúne iniciativas voltadas à proteção, prevenção, conscientização e promoção da autonomia feminina.
Entre elas, está o Grupamento Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM), responsável por acompanhar mulheres que possuem medidas protetivas de urgência. A equipe realiza visitas domiciliares, fiscalizações periódicas e ações de orientação, garantindo mais segurança às vítimas e contribuindo para romper o ciclo da violência.
Na área da educação, o Município desenvolve o Projeto Maria Vai à Escola, que leva informações sobre a Lei Maria da Penha e os principais meios de denúncias contra a violência nas unidades de ensino. Complementando esse trabalho, o projeto Atende Esse Telefone atua na desconstrução de comportamentos machistas entre meninos, incentivando relações mais saudáveis e respeitosas desde a infância.
Outra importante frente de atuação é o Protocolo Não Se Cale, desenvolvido em parceria com o Procon. A iniciativa orienta bares, restaurantes e demais estabelecimentos comerciais sobre como agir diante de situações de assédio ou violência contra mulheres, além de divulgar os canais de denúncia e acolhimento.
A Prefeitura também investe na autonomia feminina por meio de cursos gratuitos de qualificação profissional. As oportunidades são divulgadas regularmente nos canais oficiais do Município e buscam fortalecer a autoestima, incentivar a independência financeira e ampliar as possibilidades de recomeço para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Agosto Lilás conta com programação especial
Para fortalecer a conscientização da população e ampliar o alcance das políticas públicas, o Município, por meio da Supervisão de Políticas Públicas para a Mulher (Segov) preparou uma programação especial durante o Agosto Lilás.
A abertura acontece nesta sexta-feira (7), com um letramento de gênero voltado aos servidores municipais. A capacitação busca preparar profissionais que atuam diretamente no atendimento à população para identificar, acolher e encaminhar mulheres em situação de violência de forma adequada. A atividade será realizada das 9h às 16h, no auditório da UNIBR (Rua Sorocabana, 59 – Centro).
Ao longo do mês também serão realizadas palestras, ações educativas e mobilizações em diferentes regiões da cidade:
12 de agosto, às 14h – Palestra "Rompa o Silêncio: Conhecer para Proteger", na ESF Gleba ( R. Cid dos Santos, 250 - Parque das Bandeiras);
14 de agosto – Ação do Protocolo Não Se Cale, em parceria com o Procon, em estabelecimentos comerciais do município;
19 de agosto – às 14h Palestra "Rompa o Silêncio: Conhecer para Proteger", na ESF Sambaiatuba (R. Santos Dumont, 37-105 - Jóquei Clube)
26 de agosto –às 13h30 Palestra "Rompa o Silêncio: Conhecer para Proteger", na ESF Sá Catarina (Travessa do Parque, s/n - Catiapoã).
Outras ações também serão divulgadas ao longo do mês nos canais oficiais da Prefeitura.
"O combate à violência contra a mulher é cada vez mais urgente. Diariamente, recebemos casos e pedidos de ajuda que demonstram situações de violência cada vez mais graves. Embora o Agosto Lilás seja um importante período de conscientização, esse é um trabalho que precisa ser desenvolvido durante todo o ano, todos os dias. Nosso compromisso é fortalecer a rede de proteção, ampliar a informação e garantir que nenhuma mulher enfrente essa realidade sozinha", destaca a supervisora de Políticas Públicas para a Mulher, Bruna Maria Lopes.
Como buscar ajuda
A violência contra a mulher pode ser denunciada pela própria vítima ou por qualquer pessoa que presencie a situação.
Canais de denúncia e atendimento:
190 - Polícia Militar;
180 - Central de Atendimento à Mulher;
153 - Guarda Civil Municipal;
Disque 100 – Disque Direitos Humanos;
Atendimento municipal especializado contra à violência via WhatsApp: (13) 99130-7047;
OAB Por Elas – Orientação jurídica gratuita para mulheres em situação de violência:
WhatsApp: (13) 99709-5997;
Endereço: Rua José Gonçalves Paim, 145 - Pq Bitarú.
A Prefeitura reforça que romper o silêncio é o primeiro passo para interromper o ciclo da violência. Denunciar é um ato de proteção, e a rede de apoio está preparada para acolher, orientar e encaminhar mulheres que enfrentam qualquer tipo de violência.
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