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Ambulatório de endometriose santista já fez mais de 200 cirurgias

Foi neste ano, ainda, criado o ambulatório de endometriose no Complexo Hospitalar dos Estivadores (CHE) que já realizou 204 cirurgias de endometriose desde então

da Agência Brasil

da Agência Brasil

07/05/2024 — terça-feira às 18h01

Ambulatório de endometriose santista já fez mais de 200 cirurgias

Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU - Divulgação

Nesta terça-feira (7) é celebrado o Dia Internacional de Luta contra a Endometriose, uma doença que não apresenta sintomas no início e cujo diagnóstico costuma ser tardio, levando muitas mulheres à incapacidade de realização de tarefas rotineiras e, em casos extremos, até à infertilidade.

Atendendo a um crescente número de diagnósticos e necessidade cirúrgica, a Secretaria de Saúde de Santos criou, em 2019, um fluxo específico para o atendimento a essas mulheres. Foi neste ano, ainda, criado o ambulatório de endometriose no Complexo Hospitalar dos Estivadores (CHE) que já realizou 204 cirurgias de endometriose desde então. O procedimento utiliza a técnica da laparoscopia, que é menos invasiva.

Importante lembrar que não foi um ganho apenas para a Cidade, como para toda a Baixada Santista. Parte do CHE é custeada pelo governo estadual, o que garante vagas para mulheres de outras Cidades, encaminhadas por meio do Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp). Das 204 cirurgias realizadas, 131 foram destinadas a santistas e 73 para pessoas de outros municípios.

Somente em 2024, foram realizadas 20 intervenções cirúrgicas, sendo 12 para Santos e 8 para outros municípios.

"Desde a implantação do serviço,  percebemos o quanto ele melhorou a qualidade de vida de várias mulheres - e nem todas necessitam de cirurgia. O tratamento medicamentoso costuma ser bastante eficaz em muitos casos e também o oferecemos gratuitamente na nossa rede de saúde,  devolvendo bem-estar, autonomia para a realização das atividades do dia a dia e evitando complicações clínicas", explica o secretário de Saúde,  Denis Valejo.

A DOENÇA 

O endométrio é a camada que reveste a parede interna do útero. A endometriose é a inflamação causada por células que, em vez de serem escoadas por via vaginal durante a menstruação, passam a se implantar nas regiões pélvicas (ovários, peritônio, bexiga e intestino). De acordo com o Ministério da Saúde, 10% das mulheres em idade reprodutiva apresentam endometriose, seja em estágio mais leve ou avançado.

Os sintomas são cólicas menstruais mais frequentes, aumento do fluxo menstrual ou até infertilidade. A ultrassonografia transvaginal identifica se há focos de endometriose na pelve. No entanto, há mulheres nas quais a doença está localizada fora do útero e do ovário, havendo necessidade de exames complementares para investigação como a ressonância pélvica, que mostrará se há comprometimento dos outros órgãos.

Para casos iniciais de endometriose, o tratamento é feito com o uso de medicamentos (pílulas anticoncepcionais ou remédios específicos, a critério médico). Quando a doença está em estágio que compromete a estrutura de outros órgãos como ovários, ligamentos de sustentação do útero, bexiga ou intestino, a recomendação é cirúrgica.

"A parceria da Prefeitura de Santos e do Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (ISHAOC) é um exemplo de respeito e cuidado com a população da Baixada Santista, sobretudo a população feminina que tem seu acesso ao tratamento de endometriose garantido, permitindo que a qualidade de vida destas mulheres possa ser restaurada", afirma Caio Medina, gerente médico do ISHAOC, organização social responsável pela gestão do CHE.

TRATAMENTO NO SUS

 A porta de entrada é a policlínica de referência do local de moradia. Havendo a suspeita diagnóstica, a paciente é encaminhada ao Instituto da Mulher e Gestante para confirmação ou descarte da suspeita. Em casos mais severos, há necessidade de intervenção cirúrgica.

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