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Alunos da rede municipal de Santos fazem cobertura jornalística de fórum educacional

Eles participaram do fórum 'A Região em Pauta', promovido pelo Grupo Tribuna, no auditório da empresa de comunicação, no Centro Histórico, onde o tema abordado foi Educação Midiática

da Prefeitura de Santos

da Prefeitura de Santos

28/02/2024 — quarta-feira às 08h59

Alunos da rede municipal de Santos fazem cobertura jornalística de fórum educacional

Esta iniciativa contempla o item 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU - PMS

Reunião de pauta via aplicativo de mensagens, pesquisa de fontes, organização de equipamento e o permitido "frio na barriga". Pronto, os jovens do projeto Memórias em Rede, alunos das UMEs Vinte e Oito de Fevereiro e Avelino da Paz Vieira, tiveram na segunda-feira (26) mais uma oportunidade de fazer uma cobertura jornalística. 

Eles participaram do fórum 'A Região em Pauta', promovido pelo Grupo Tribuna, no auditório da empresa de comunicação, no Centro Histórico, onde o tema abordado foi Educação Midiática.

Os veteranos do projeto Memórias em Rede, do Instituto Devir Educom, se sentiram em casa no evento. Afinal, o projeto é ancorado na Educomunicação e se utiliza do jornalismo e das tecnologias digitais para trabalhar temas transversais, educando para as mídias e, ao mesmo tempo, empoderando os adolescentes envolvidos, validando as diversas formas de expressão, opiniões e explorando suas memórias afetivas. 

E os resultados se traduzem de diversas formas, uma delas quando os jovens se sentem mais empoderados. "O projeto extrapola os muros da escola porque entendemos que o território e os espaços nele instalados também são currículo de aprendizado. E o protagonismo deles fica mais evidente. Eles se sentem mais empoderados, percebem o valor que têm e se fortalecem na identidade do Memórias", explica a jornalista e presidente do Instituto Devir Educom, Andressa Luzirão, também doutoranda em Educação.

No auditório, os adolescentes das escolas municipais foram destaque, embora não tenham subido ao palco. Impossível não notá-los: jovens alunos de camiseta, munidos de microfone, celulares e até câmera fotográfica circulando livremente pelo evento para não perder nenhum registro. E é a partir desta atuação que acabam ampliando naturalmente o repertório do tema e mostrando seu potencial. 

"Poder fazer a cobertura jornalística de um evento que eu nunca imaginei que estaria é algo maravilhoso. Eu amei estar ali cobrindo algo importante, que não acontece no meu dia a dia. Com certeza foi algo inesquecível!", comentou Karolyne Fernandes Lira da Silva, 14 anos, estudante do 9º ano da UME Vinte e Oito de Fevereiro.

Para eles, o fórum foi uma grande aula sobre o acesso ao universo da internet, a facilidade de obter e propagar conteúdos variados. O lado positivo é a democratização do acesso, com auxílio de diversas ferramentas tecnológicas e o negativo é o risco de cada acesso com as informações nocivas e enganosas. Um dos destaques do dia foi a apresentação do jornalista, educador, escritor e mestre em Inteligência Artificial e Ética, Alexandre Sayad, que deu o start na abordagem ao assunto, afirmando que a educação midiática é fundamental nas escolas como forma de as crianças e adolescentes se protegerem.

"Foi mais uma experiência que me ensinou muito, além de ter sido muito divertido poder fazer um papel de fotógrafo durante o evento", disse Lucas Lima, do 9° ano da UME Avelino da Paz Vieira. "É importante porque precisamos ter conhecimentos midiáticos, entender as novas ferramentas tecnológicas que surgem e aprender a usá-las da forma correta e ser precavido com o uso inadequado".

NOVOS TEMPOS

Após trazer para a plateia reflexões de notícias e conteúdos recentemente veiculados nas redes sociais, como a trend do palavrão, a idealizadora do Memórias se apresentou no segundo painel 'Educar para a mídia: como, quando e por quê?' e levou a necessidade da inclusão das ferramentas de tecnologia para dentro da sala de aula de forma consciente, equilibrada e problematizada, algo que ainda é desafiador para os educadores. Andressa levou exemplos de possibilidades com uso do celular e recursos da mídia, realizados nas oficinas do projeto com os estudantes. "Utilizamos as tecnologias digitais como recurso pedagógico e com intencionalidade educativa, problematizando temas que estão na mídia e que afetam os estudantes como forma de desenvolver o pensamento crítico reflexivo".

Na Educação de Santos, o Memórias em Rede é considerado um ganho para alcançar os jovens alunos por ter como principal ponto positivo dar voz às pessoas, segundo a chefe do Departamento Pedagógico da Secretaria de Educação (Seduc), Maria Helena Marques. "Quando a gente é pequeno, antes de entrar na escola, a gente tem a vida dos porquês. E quando entramos na escola, aprendemos que escola é o lugar das respostas. E o Memórias em Rede vem invertendo essa lógica, mostrando que a escola é o lugar das perguntas mesmo. E é por meio dessas boas perguntas que somos capazes de revelar aquilo que é verdade e que realmente contribui na construção de um mundo melhor".

 

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