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CULTURA

Resistência e paixão: São Vicente celebra Dia Mundial do Rock através das memórias da cena local

Com mais de duas décadas de história na Primeira Cidade do Brasil, Benhur relembra festivais, bandas e a força da cultura rock na Cidade

Da Redação

Da Redação

14/07/2026 — terça-feira às 06h30

Resistência e paixão: São Vicente celebra Dia Mundial do Rock através das memórias da cena local

Dia Mundial do Rock

O rock vai muito além de um estilo musical. Desde o surgimento de artistas como Elvis Presley, Chuck Berry e Little Richard, na década de 1950, o gênero se consolidou como um símbolo de identidade, contestação e liberdade para diferentes gerações. Em São Vicente, essa história também foi escrita por músicos, produtores culturais e fãs que ajudaram a transformar a Cidade em palco para bandas autorais, festivais e encontros que permanecem vivos na memória de quem acompanhou essa cena.

Um desses personagens é Benhur, proprietário da tradicional Galeria do Rock 013 e produtor cultural que, há duas décadas, atua diretamente no fortalecimento do rock vicentino. Ao relembrar sua trajetória, ele destaca as pessoas que estiveram ao seu lado na construção desse movimento.

"Há 20 anos cheguei a São Vicente e abri minha loja. Posso dizer que eu, o Sílvio, da página São Vicente de Outrora, e o Wagner, do Bar Matriz, fomos algumas das pessoas que mais realizaram eventos de rock na cidade. O primeiro foi o CarnaRock de 2005, que abriu caminho para mais de 30 eventos ao longo desses anos."

Entre todos eles, um permanece especialmente vivo na memória do produtor: um festival realizado durante três dias consecutivos na Praça 22 de Janeiro. O encontro reuniu 21 bandas, entre grupos vicentinos e nomes já consolidados na região, como General Tequila, Tom Clemon e ZYD, tornando-se uma das maiores celebrações do rock já realizadas na Primeira Cidade do Brasil.

Para Benhur, entretanto, o rock sempre foi muito mais do que os palcos. É uma forma de enxergar São Vicente.

"O rock em São Vicente é psicodélico. Mistura alma, mar, estilo, amor e política. É uma viagem."

Embora reconheça que o gênero enfrente dificuldades para renovar seu público, especialmente diante das mudanças no cenário musical, ele acredita que a missão de quem permaneceu é justamente manter essa cultura viva.

"Hoje os jovens escutam outras coisas, e isso faz parte. Mas quem viveu essa história tem a responsabilidade de mostrar para eles tudo o que o rock representa."

E, quando precisa resumir em poucas palavras o que significa insistir nesse movimento depois de tantos anos, Benhur não hesita:

"Fazer rock em São Vicente é ser guerreiro. Só os fortes sobrevivem. Salve o rock n' roll!".

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