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CARNAVAL SANTISTA

No segundo dia de desfile, as escolas levantaram o público nas arquibancadas e prédios vizinhos

Imperatriz Alvinegra, Império da Vila, Dragões do Castelo, Mocidade Independente, Unido dos Morros, Mocidade Amazonense, Sangue Jovem e Brasil fecharam com chave de ouro a segunda noite do carnaval de Santos

Da Redação BS9 - Isabella Monteiro

Da Redação BS9 - Isabella Monteiro

05/02/2024 — segunda-feira às 11h12

No segundo dia de desfile, as escolas levantaram o público nas arquibancadas e prédios vizinhos

Escolas animam público nas arquibancadas e nas varandas dos prédios - Foto: Isabella Monteiro

Na segunda noite de desfiles, sábado, 3,  as oitos escolas de samba percorreram os 450m da Passarela do Samba Dráuzio da Cruz, na Zona Noroeste, trazendo história, homenageando agremiações, o nordeste, cidades da região, personalidades e festas populares. 

Grupo de Acesso

A noite já começou com atraso, a escola Imperatriz Alvinegra, de São Vicente, entrou com 12 minutos corridos na avenida. Trazendo o enredo ‘Uma epopeia gloriosa – X9 a Pioneira’ a agremiação do Parque São Vicente resolveu neste ano homenagear, a pioneira, a X-9. Com cerca de 800 componentes, doze alas e três alegorias, a escola estorou o tempo permitido de até 45 minutos e saiu da passarela do samba 57 min, doze minutos a mais. 

A Império da Vila trouxe neste ano o enredo: ‘Os imigrantes no 'Vale da Vida', Cubatão uma nova história’, homenageando a cidade de Cubatão. A agremiação da Vila Nova entrou na avenida com 700 componentes, onze alas e três alegorias. 

" Na passarela é a mesma sensação que a primeira, eu não consigo descrever, o coração na garganta, muita sensação positiva e a vontade de fazer o nosso melhor como se fosse o último dia" citou Dionê Andrade, que fez parte da comissão de frente da Império da Vila. 

Para encerrar o grupo de acesso, a Dragões do Castelo, veio homenageando Daniel Feijoada, com o samba-enredo: 'O Maioral do Samba - Daniel Feijoada'. Daniel Dias do Nascimento, mais conhecido como Daniel Feijoada foi uma figura fundamental na superação do preconceito em relação ao Carnaval, o 'Maioral do Samba', que celebraria seu centenário em 2024, desempenhou papéis diversos, incluindo baliza, passista, batuqueiro, porta-estandarte, compositor e partideiro, iniciando sua trajetória na saudosa Novo Horizonte. A agremeição contava com duas alegorias, onze alas e 700 componentes. 

Grupo Especial 

Abrindo a noite de sábado, 3, a Mocidade Independente trouxe o enredo: ‘Festança no Mangangá - Em uma noite de folia, é o forró que contagia!’ falando um pouco mais da cultura nordestina e nortista com a festa do boi. A agremição trouxe 1.500 componentes, três alegorias e 14 alas. 

A escola mais esperada da noite, a tetracampeã do carnaval santista, a Unido dos Morros, trouxe para passarela do samba uma homenagem para a cidade de Peruíbe, com o samba-enredo: 'Lá em Peruíbe, Reza A Lenda Que…’ contando a história da cidade e suas lendas, a agremiação encantou e animou o público com alegorias fascinantes, como o carro abre-alas que tinha uma serpente que soprava fumaça. 

Giselle Silva, rainha de bateria da Unido dos Morros, desfilou pela oitava vez pela escola, mas dessa vez foi a primeira como rainha de bateria da agremiação. "São as melhores que eu consigo, muito feliz por ter feito um bom desfile, quando achei que ia dar errado, tudo deu certo" afirmou a rainha. 

A agremiação levou para avenida 1.100 componentes, doze alas e três alegorias, se ganhar o carnaval de 2024, além de ser pentacampeã a escola vai ser tri, já que poderá ser campeã três vezes seguidas (2020, 2023 e possivelmente em 2024). 

A Mocidade Amazonense, do Guarujá, foi a terceira escola do grupo especial a entrar no sambódromo no sábado, 3. A agremiação guarujaense também falou do nordeste com o samba-enredo: ‘Um Dia Pra Lá de Arretado!’. A escola entrou com treze alas, três alegorias e 1.100 componentes. 

A campeã de 2020 do grupo de acesso, a Sangue Jovem, trouxe a fé para a passarela do samba. Com o enredo: ‘A Esperança na Fé Que Move Montanhas… A Sangue Jovem Vai Na Fé!’ a agremiação da Vila Belmiro trouxe 1.200 componentes, 15 alas e três alegorias. Um dos carros chamou muita atenção foi o que representava Jesus. 

Com muitos problemas com dinheiro e com a chuva durante o decorrer do ano, a Brasil entrou na avenida com uma fala forte de um dos interpretes, "Vamos mostrar para eles quem somos, ganhar é só uma consequência" e foi com essa energia que a agremiação da Aparecida entrou na Passarela do Samba Dráuzio da Cruz para fechar o desfile de 2024. Com o samba-enredo: ‘A Brasil Traz os Grandes Impérios, nas Garras do Tigre Paulistano’, a Brasil trouxe 1.000 componentes, doze alas, dois carros alegóricos e um quadripé. 

O resultado da campeã do carnaval santista sai amanhã, 06. 

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