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Santos cria grupo para recuperar áreas vulneráveis com ajuda na natureza

Santos é o município pioneiro no Brasil em desenvolver AbE em áreas de morros. As ideias a serem discutidas visam criar um projeto técnico, com apoio dos moradores, para combater efeitos locais das mudanças climáticas

Da Prefeitura de Santos

Da Prefeitura de Santos

08/01/2024 — segunda-feira às 03h49

Santos cria grupo para recuperar áreas vulneráveis com ajuda na natureza

1704718133 - Foto: PMS

A Prefeitura constituiu um Grupo Técnico de Trabalho (GTT) para implantar ações de adaptação baseada em ecossistemas (AbE) em áreas de recuperação socioambiental do Município. O objetivo é usar elementos da natureza para ajudar as pessoas a se adaptarem às mudanças climáticas. A formação do grupo foi publicada no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira (5).

No próximo dia 13, às 14h, na Sociedade de Melhoramentos do Monte Serrat (Caminho Monsenhor Moreira, 3.811), membros da Seção de Mudanças Climáticas (Seclima) da Secretaria de Meio Ambiente, da Defesa Civil, de universidades da região e da GIZ (cooperação alemã para o desenvolvimento sustentável) participarão da primeira oficina deste ano com a comunidade para tratar das adaptações às mudanças climáticas.

Santos é o município pioneiro no Brasil em desenvolver AbE em áreas de morros. As ideias a serem discutidas visam criar um projeto técnico, com apoio dos moradores, para combater efeitos locais das mudanças climáticas. No caso dos morros, como o Monte Serrat, entre as propostas a serem discutidas está a criação de uma floresta urbana em áreas que não podem receber moradias. A criação de uma floresta urbana resultaria em maior proteção ao solo, evitando deslizamentos, e traria maior conforto térmico aos moradores do morro.

ESTRATÉGIA PIONEIRA

Sobre a criação do GTT, o secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, destaca que "tanto as comunidades como os ecossistemas são afetados pelas mudanças climáticas. As adaptações baseadas em ecossistemas visam justamente envolver todos em uma única estratégia, utilizando serviços ecossistêmicos como base, ou seja, aquilo que a natureza originalmente oferece". Ainda segundo ele, "por isso, um grupo de trabalho foi escolhido com competências técnicas específicas para garantir a utilização integral do espaço, baseado em todas as suas potencialidades. Segurança, turismo, educação, boa convivência e sustentabilidade precisam andar juntos. E nós trabalharemos para isso".

Entre as funções do GTT está promover a recuperação socioambiental, a conservação e a recuperação da Mata Atlântica, a conectividade entre remanescentes de áreas conservadas e áreas em processo de recuperação, gerando mais segurança e bem-estar da população que mora no entorno desses locais.

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