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Caminhoneiros paralisam e protestam na Alemoa, nesta quarta-feira, 30

Em uma nota publicada pelo Sindicam, os motivos que levaram a paralisação são principalmente logísticos, em principal o trânsito, na entrada e na saída do Porto, por conta das obras na Av. Augusto Barata, que acaba congestionando a região Portuária

Da Redação BS9 - Isabella Monteiro

Da Redação BS9 - Isabella Monteiro

30/08/2023 — quarta-feira às 06h00

Caminhoneiros paralisam e protestam na Alemoa, nesta quarta-feira, 30

4a1c41ab 5439 46ec 8e96 136f759321f5 - Foto: Reprodução/ Santa Cecília Tv

Nesta quarta-feira, 30, os trabalhadores do Sindicato dos Transportes Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos) estão reuinidos em protesto na Alemoa. A greve teve inicio ás 7h da manhã e deve se prorrogar durante o dia. 

Em uma nota publicada pelo Sindicam, os motivos que levaram a paralisação são principalmente logísticos, em principal o trânsito, na entrada e na saída do Porto, por conta das obras na Av. Augusto Barata, que acaba congestionando a região Portuária. 

As reinvidicações dos grevistas são:  a intervenção imediata da Prefeitura da cidade na construção de um segundo acesso  na construção do segundo acesso à Rodovia Anchieta, a permanência da Brasil Terminal Portuários (BTP) com a renovação oficial de sua concessão por parte do Governo Federal e da Autoridade Portuária, regulação do trânsito de graneleiros no bairro Alemoa, finalização urgente das obras da Av. Augusto Barata, cumprimento ao agendamento para carga e descarga do transporte de grãos no Porto de Santos e destinação da área denominada STS 10 com abertura de licitação para tal área, com sua destinação para movimentação de contêineres. 

Por meio de nota a A Autoridade Portuária de Santos (APS) está ciente e reconhece a paralização e informou que a paralização é pacífica e que não interdita a via e a maioria das operações de embarque e desembarque de cargas nos navios não foi prejudicada. Apenas serviços de desembarque direto de fertilizantes – que dependem dos autônomos – estão paralisados. 

Ainda na nota a APS informa que concluiu a primeira fase da obra de reforma da Avenida Augusto Barata, aumentando de quatro para seis as faixas de rolamento no trecho, o que amplia a fluidez do trânsito, além de aumentar a vazão da drenagem do local e outras melhorias de infraestrutura.

De acordo com a APS, a liberação total para o tráfego depende do nivelamento no local da transição do asfalto para o calçamento de paralelepípedos (eliminando um “degrau” na pista”). Esta intervenção será feita assim que passar o clima chuvoso, pois a umidade prejudica a estabilidade do solo. 

A Prefeitura de Santos esclarece que as obras na Rua Augusto Barata não são executadas pela Administração Municipal – trata-se de área da Autoridade Portuária de Santos (APS), e que os trechos com grande fluxo de veículos na malha urbana da Cidade, no momento, em obras - por exemplo, o elevado Aristides Bastos Machado e vias que recebem a construção da segunda fase do VLT - não recebem trânsito de caminhões que transportam cargas ao Porto.

Na nota o executivo da cidade cita que o acesso dos caminhões rumo ao cais santista se dá pelo viaduto e corredor viário da Alemoa, que é impactado pelo movimento de veículos pesados no Sistema Anchieta Imigrantes (SAI) e também nos trechos administrados pela APS.

É importante ressaltar que todo o tráfego rodoviário é feito por rodovias concedidas pelo Governo do Estado de São Paulo - entre elas, o SAI. A partir dessas vias, o trânsito passa a ocorrer pelas avenidas perimetrais e vias internas do Porto Organizado de Santos, área sob jurisdição federal. 

Segundo a Prefeitura vem sendo solicitado junto à Autoridade Portuária e aos governos federal e estadual a construção de uma terceira ligação rodoviária entre o Planalto e a Baixada Santista no SAI (administrado pela Ecovias). O sistema atual apresenta níveis de serviço críticos, sobretudo em períodos de safra, lembrando que apenas a Via Anchieta (SAI) permite o tráfego de caminhões. No que se refere a um novo acesso ao Porto, essa obra viária está incluída como compromisso de investimento da Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS). 

A nota também cita que a Secretaria de Assuntos Portuários e Emprego (Seporte) de Santos mantém contato constante com a APS visando buscar soluções para os impactos do tráfego de caminhões na malha urbana da Cidade e a garantia da eficácia das operações portuárias – atividade de suma importância para o Município. 

 

 

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