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Primeira captação de órgãos do Hospital do Vicentino é realizada na sexta-feira

A cirurgia teve início por volta das 16h e foi realizada por uma equipe da Central de Transplantes de São Paulo, com apoio de enfermeiros e técnicos de enfermagem do Hospital do Vicentino

Da Prefeitura de São Vicente

Da Prefeitura de São Vicente

02/05/2023 — terça-feira às 06h06

Primeira captação de órgãos do Hospital do Vicentino é realizada na sexta-feira

16838 - Foto: PMSV

O Hospital do Vicentino realizou nesta sexta-feira (28) a primeira cirurgia para captação de orgãos. A doação foi autorizada pela família de um homem de 46 anos que teve um acidente vascular cerebral hemorrágico e morte encefálica. Foram doados os rins, as córneas e o fígado. 

A cirurgia teve início por volta das 16h e foi realizada por uma equipe da Central de Transplantes de São Paulo, com apoio de enfermeiros e técnicos de enfermagem do Hospital do Vicentino. Equipes dos hospitais de referência, que vão realizar os transplantes, também acompanharam a retirada dos órgãos. 

O Hospital das Clínicas de São Paulo ficou responsável pelo encaminhamento do fígado para o transplante.

Já as córneas foram encaminhadas para o Hospital São Paulo. Duas pessoas que aguardavam por doação vão receber os órgãos. 

Os rins seguiram para o Hospital dos Rins de São Paulo, e duas pessoas vão receber a doação. 

Para Michelle Santos, secretária da Saúde (Sesau), esse é um momento especial. “A gente entende a dor da família pela perda, e saber que essa doação vai ajudar ao menos cinco pessoas que estão na fila de espera por um transplante conforta um pouco o coração. Que esse gesto seja seguido por mais pessoas. Que a doação de órgãos seja mais constante em todos os hospitais”.

“Nesse caso, a família manifestou o desejo de realizar esse ato humanitário de doar os órgãos para beneficiar várias pessoas. Essa ação é realizada através de uma equipe da capital ligada à Universidade Federal de São Paulo e especializada em transplantes. Os órgãos foram retirados e rapidamente distribuídos a pacientes que aguardam na fila”, explica Rubens Palma, diretor do Hospital de Vicentino.

Para Amanda da Silva, médica cirurgiã de transplante, responsável pela retirada dos órgãos, esse processo só acontece porque existe a ideia da doação. “Se a pessoa tem interesse na doação de órgãos, deve comunicar à família, porque no momento da morte quem autoriza a doação é a família. Esse é o recado mais importante que a gente pode dar. Exponha a sua vontade e seja um doador de órgãos”.

Como funciona a captação de órgãos - pacientes com diagnóstico de morte encefálica internados em hospital são doadores em potencial e, nestes casos, as famílias são informadas da possibilidade de doação dos órgãos. Caso elas concordem, uma série de exames são feitos para confirmar o diagnóstico. A notificação da morte encefálica é obrigatória por lei.

A Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (Central de Transplantes) é notificada e repassa a informação para uma Organização de Procura de Órgão (OPO) da região. A OPO se dirige ao hospital e examina o doador, revendo a história clínica, os antecedentes médicos e os exames laboratoriais. A viabilidade dos órgãos é avaliada, bem como a sorologia para afastar doenças infecciosas e a compatibilidade com prováveis receptores.

A OPO informa a Central de Transplantes, que emite uma lista de receptores inscritos, compatíveis com o doador. No caso de transplante de rins, deve-se fazer ainda uma nova seleção por compatibilidade imunológica ou histológica. A central, então, informa a equipe de transplante e o paciente receptor nomeado. Cabe à equipe médica decidir sobre a utilização ou não do órgão (fonte: Agência Senado).

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