DIA MUNDIAL DA ESCLEROSE MÚLTIPLA
Ela acomete, em geral, pessoas entre 20 e 40 anos e de duas a três vezes mais mulheres
Por Lucas Campos - Redação BS9
29/05/2022 — domingo às 18h30
Mesmo sem uma medicação que a cure, existem tratamentos que podem alterar a evolução da doença - (foto: Freepik)
Atualmente, quase 3 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esclerose múltipla (EM), uma das doenças neurológicas mais comuns que é crônica e autoimune, ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando diversos tipos de lesões.
"Ela é causada pela perda de mielina – um material gorduroso que isola os nervos - que afeta a forma como os nervos conduzem os impulsos elétricos para o cérebro. Os sintomas podem incluir visão turva, fraqueza nos membros, sensações de formigueiro, falta de equilíbrio, problemas de memória e fadiga", explica o neurologista Antônio Carlos Prado Ribeiro, que atua em São Vicente.
Assim, buscando conscientizar as pessoas sobre a doença, o Dia Mundial da Esclerose Múltipla acontece nesta segunda-feira, dia 30 de maio. O médico explica que a EM é uma doença que acomete, em geral, pessoas entre 20 e 40 anos, provocando, principalmente, dificuldades motoras e sensitivas. Além disso, ela é de duas a três vezes mais comum em mulheres do que e não há um medicamento que a cure, mas existem tratamentos que podem alterar a evolução da doença.
O médico afirma que, na fase inicial, os sintomas da Esclerose Múltipla costumam se apresentar de forma leve e sutil e, geralmente, isso pode durar até os dois primeiros anos da doença. Dependendo da evolução, após esse período inicial, sintomas sensitivos e motores podem se apresentar de forma mais intensa, como fraqueza, formigamento, perda ou distorções visuais e desequilíbrio.
Antônio Carlos diz ainda que outra grande característica da Esclerose Múltipla é que a doença que se manifesta em surtos, após diagnosticada, pode ser controlada e, assim, evitar surtos e sequelas. Para isso, é indicado o tratamento com medicamentos imunossupressores e imunomoduladores"
"É importante ressaltar que a evolução da doença em cada portador se dá de forma individual e o diagnóstico é realizado por meio, por exemplo, de exames de imagem, como a ressonância magnética. Mas como em todas as doenças é muito importante que haja o diagnóstico e tratamento precoce. A descoberta tardia da EM pode acarretar sequelas neurológicas e impacto na qualidade de vida".
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