IMPASSE
Gestão de Kayo Amado alega que sindicato não vêm acatando liminar que limita adesão de trabalhadores que atuam em serviços essenciais
Redação BS9
21/03/2022 — segunda-feira às 18h10
Servidores são contra a proposta de corrigir os vencimentos em 1,8%, ante 16% de inflação em dois anos em reajuste - (foto: reprodução Faceboook)
A Prefeitura de São Vicente solicitou nesta segunda-feira, dia 21, a antecipação da audiência de conciliação com o Sindicato dos Servidores de São Vicente (SindServ-SV).
De acordo com a Administração Municipal, os representantes dos servidores judicializaram a negociação e não vêm acatando a decisão liminar do TJ-SP de manter 80% de funcionários que atuam em serviços essenciais e 30% dos demais trabalhadores, percentuais que garantem o funcionamento de equipamentos e da prestação de serviços.
“O sindicato não está cumprindo com a fiscalização de manter a porcentagem de servidores trabalhando e isso vem prejudicando a população, especialmente nos serviços essenciais”, afirmou secretário de Gestão, Yuri Batista Câmara.
A Prefeitura sustenta que um exemplo do descumprimento da liminar, por parte dos grevistas, acontece na área da saúde. Segundo a gestão do prefeito Kayo Amado, o serviço vem sendo prejudicado no antigo Crei, com alguns plantões sendo executados com apenas 18% do quadro dos auxiliares de enfermagem comparecendo ao trabalho, quando a liminar determina que 80% estejam exercendo suas atividades.
O sindicato ficou incumbido de fiscalizar e, caso descumpra a decisão judicial, pode receber multa diária de R$ 50 mil.
“Fizemos várias reuniões entre outubro de 2021 e fevereiro de 2022, explicando o cenário econômico e o limite orçamentário. Sempre dialogamos abertamente sobre o atual momento da Prefeitura, e não faltou esforços para chegarmos num acordo. Por isso estamos solicitando a antecipação da audiência para resolver o quanto antes essa situação para que a população não continue sendo prejudicada”, afirmou Kayo Amado.
Há quase duas semanas
Os servidores municipais de São Vicente entraram em greve no último dia 10. A categoria reivindica 16% de reajuste salarial para compensar as perdas causadas pela inflação nos últimos dois anos. A última proposta feita pela Prefeitura, já rejeitada em assembleia, foi de 1,8%.
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