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Políticos em contagem regressiva: daqui a um ano tem eleições

E se a eleição fosse hoje, em quem você votaria para deputado estadual? E para deputado federal? É o que a Badra e o Portal BS9 querem saber

Pedro Juvenal

06/10/2025 - segunda às 07h02

Por mais redundante que a frase possa parecer, o dia “D” já tem data marcada: 4 de outubro de 2026. Os que preferirem podem até chamar de a hora da verdade. E qual verdade seria essa? Na prática, cada um dos nove municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista tem a sua, uma mais interessante do que a outra.


Em Santos, por exemplo, é esperado um embate caudaloso entre os deputados federais Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) e Rosana Valle (PL). Em tese, os dois estão eleitos. Na prática, um não quer ter menos votos que o outro no próprio domicílio eleitoral. Nesse sentido, a conta chega para o prefeito reeleito Rogério Santos, que tem o compromisso moral de garantir, a partir de uma gestão bem avaliada, votos para seu padrinho e mentor político. 


Já Rosana Valle vai para um teste de fogo. Até bem pouco tempo, mais do que reeleita ela tinha de tudo para ver sua votação crescer. Agora, e depois de votar favoravelmente a PEC da Blindagem - aquela onde o STF teria que pedir autorização da Câmara e do Senado para processar um parlamentar, mesmo ele tendo cometido algum crime – tudo é possível, sem contar a condenação de Jair Bolsonaro, de quem a deputada é fiel seguidora e defensora. Na equação de perdas e ganhos, Rosana terá que administrar ainda a possível candidatura de Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, cuja base eleitoral é o Vale do Ribeira, um dos redutos da parlamentar do PL.


Quem também colocará seu prestígio à prova (se é que ele ainda tem que provar alguma coisa) é o prefeito Alberto Mourão (MDB), na tentativa de eleger o neto, Lucas Mourão, e o genro, Cassio Navarro, respectivamente à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal. A questão é que pela sexta vez comandando Praia Grande, o emedebista sem dúvida alguma enfrenta o primeiro ano de governo mais conturbado de toda a sua trajetória política. Para além do assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes, então secretário de Administração de Praia Grande, o chefe do Executivo tem que administrar os ataques nada velados de sua afilhada política e antecessora, a ex-prefeita Raquel Chini, que vive disparando contra a atual gestão. Sem contar Danilo Morgado, que promete uma dobradinha com o irmão, Davi Morgado, o primeiro concorrendo a estadual e o segundo a federal.


Mais confortável é a situação do ex-prefeito Caio Matheus, de Bertioga. Confortável, mas nem tanto. Prefeito mais bem avaliado da Baixada Santista ao longo dos últimos quatro anos, Matheus tem como único ponto de alerta o desempenho de seu sucessor, Marcelo Vilares, à frente da Prefeitura. O ex-prefeito apostou todas as fichas nele e é, portanto, uma espécie de fiador do atual governo. Se for bem, ajuda a elegê-lo. Se for mal, põe tudo em risco. Na verdade, há ainda um outro desafio: Bertioga daria a Caio Matheus votos suficientes para garantir para ele uma cadeira na Assembleia Legislativa?


Por falar nela, e considerando Caio França, do PSB, como única exceção, os demais quatro atuais deputados estaduais – a saber: Paulo Corrêa Jr (PSD), Solange Freitas (União Brasil), Tenente Coimbra (PL) e Paulo Mansur (PL) – precisam colocar as barbas de molho. Nas bolsas de apostas, há quem banque a firme opinião de que nem todos eles conseguem se reeleger. Dois pelo menos estariam correndo sérios riscos e talvez os quatro, dependendo dos outros nomes regionais que se apresentarão para o pleito e que podem lhes roubar votos. Caio Matheus, Danilo Morgado e Lucas Mourão já são três deles. Mas pode ter ainda Tiago Peretto, Ademário, Marco Aurélio, Paulinho Wiazowski, Audrey Kleys, Adilson Júnior, entre outros. Sem contar, por fim, a turma de candidatos que não é da região, mas que em geral toma 1/3 dos votos dos eleitores locais.


Filho de Itanhaém, Marcelo Strama, do PSB, tem tudo também para dar trabalho. E quem sabe ameaçar a posição de Delegado da Cunha ou mesmo herdar o espaço que era de Alberto Mourão, que renunciou ao mandato para voltar à Praia Grande. Atual Diretor de Fomento no Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, ele tem feito um trabalho de amarração junto a prefeitos e entidades, a partir da pauta do empreendedorismo, que tem chamado atenção, emprestando potencial de conquistar votos nos quatro cantos do Estado de São Paulo. A dobrada com Caio França torna suas chances ainda mais concretas.


Ainda pelos lados do Litoral Sul, mas desta feita em Peruíbe, o vereador Cristen na Mira (MDB) vem fazendo barulho. E que barulho. Prova disso é que ele tem sido sondado pelo MDB para disputar uma cadeira na Câmara Federal. De oposição ao governo Felipe Bernardo, que anda mal das pernas, o parlamentar tem se destacado. A dúvida é se ele vai ou não topar o desafio.


O prefeito de São Vicente, Kayo Amado (PODE), certamente vai negar, mas, recentemente, utilizou-se da estratégia do balão de ensaio ao deixar “escapar”, a portas fechadas (não tão fechadas, né?), que poderia renunciar para se candidatar a uma cadeira na Câmara Federal. Parece ter sentido que a adesão não foi a esperada e meio que colocou, pelo menos provisoriamente, uma pedra sobre o assunto. Será?


Bom, muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte que leva até o dia 4 de outubro de 2026. Até lá, fortes emoções são esperadas. A largada já foi dada, caro leitor-eleitor. Agora é esperar as cenas dos próximos capítulos. 


PESQUISA BADRA
A pedido do Portal BS9, a Badra vai realizar nas próximas semanas ampla pesquisa de intenção de votos com vistas às eleições de 2026. Serão ouvidos 5.000 eleitores nas 9 cidades da Baixada Santista, seguindo a proporcionalidade de cada município no total do eleitorado local, estimado em 1,4 milhão. Apesar de não existir pesquisa confiável para eleição proporcional, por diversos aspectos, o levantamento realizado pelo instituto também vai contemplar pergunta de intenção de voto, espontânea e estimulada, para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa. Com uma amostra desse tamanho será possível “sentir o cheiro”. Nos cenários estimulados estarão os nomes dos atuais parlamentares e daqueles possíveis candidatos que atenderam ao chamado da Badra e escreveram ao instituto se apresentando como pré-candidatos. O trabalho de campo da pesquisa deve se estender por seis ou sete dias. 

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