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Setor de Alimentação analisa inflação de janeiro com cautela no Litoral Paulista

Depois de um 2025 muito difícil para quem trabalha em bares e restaurantes, primeiro índice registrado pelo IBGE neste ano mostra queda no preço de lanches

Da Redação

Da Redação

12/02/2026 — quinta-feira às 05h05

Setor de Alimentação analisa inflação de janeiro com cautela no Litoral Paulista

comida

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, a Abrasel Baixada Santista, que representa cerca de 10 mil comerciantes de bares e restaurantes do Litoral Paulista, acompanha com atenção os dados mais recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que mede os preços de nove setores, entre eles Alimentação e Bebidas.

Em janeiro, o índice registrou alta de 0,33%, repetindo o mesmo resultado de dezembro de 2025. Nos últimos 12 meses, o acumulado foi de 4,44%, acima dos 4,26% observados no período anterior. Esse cenário reforça uma pressão inflacionária que impacta diretamente o setor de alimentação fora do lar.

O grupo Alimentação e Bebidas apresentou desaceleração, passando de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro, mas os efeitos práticos para os empresários continuam significativos.

A alimentação fora do domicílio variou 0,55%, ainda em patamar relevante. A refeição saiu de 0,23% em dezembro para 0,66% em janeiro. Já o preço dos lanches desacelerou de 1,50% para 0,27%, mas permanece dentro de um contexto de insumos acumulando altas ao longo dos meses.

Quando falamos de abastecimento, apesar da queda em itens importantes como leite longa vida (-5,59%) e ovo (-4,48%), outros produtos essenciais para bares e restaurantes seguem pressionando as margens. O tomate registrou alta expressiva de (20,52%), e as carnes subiram (0,84%), com destaque para cortes muito utilizados nos cardápios, como contrafilé (1,86%) e alcatra (1,61%).

"Essas oscilações exigem ajustes constantes nas negociações com fornecedores e revisão de cardápios, tudo para não repassar para os consumidores. O ano passado foi muito difícil pro setor e nem a chegada de feriados, por enquanto, recompõe as perdas. Seguimos acompanhando com cautela, mas otimistas", conta o líder institucional da Abrasel Baixada Santista, Luan Paiva.

Outro grupo analisado pelo IBGE que teve alta foi o de Transportes, com índice de 0,60%, afetando diretamente os custos logísticos e de distribuição.

"Os bares e restaurantes da Baixada Santista operam, historicamente, com margens apertadas. Em 2026, o desafio é equilibrar a sustentabilidade financeira dos negócios. O setor segue empenhado em buscar eficiência operacional, reduzir desperdícios e negociar melhores condições com fornecedores, evitando repasses abruptos de preços", analisa o líder de relacionamento da Abrasel Baixada Santista, Guilherme Karaoglan.

Com mais este resultado, a Abrasel Baixada Santista reforça a importância de políticas públicas que estimulem o crescimento econômico, reduzam a carga tributária e promovam um ambiente mais favorável ao empreendedorismo. O setor de alimentação fora do lar é grande gerador de empregos e renda na região, além de ser fundamental para o turismo e a economia local.

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