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De quantos líquidos somos feitos

Helquemim Maber - Terapeuta alquímico e Diretor do Espaço Cultural Villa Mondo

Helquemim Maber

08/05/2022 - domingo às 00h00

Sorte ou azar de escritor. Sempre meu dia de escrever para o BS9 é o dia 8. Hoje é dia das mães. A sorte claramente vem da amplitude do tema. O azar vem da dificuldade que existe diante das impressionantes campanhas publicitárias que logo após a páscoa/carnaval borbulharam nos canais de televisão e da dedicação de tantos poetas ao assunto.

A maternidade é assunto inesgotável. Podemos abordar o tema de tantas formas. O único que quero fugir são os temas morais. Mudou o tempo, mudaram as teorias, todas as formas já são questionadas, a família tem tantos modelos hoje em dia.

A ciência encontra seus caminhos. Provetas, congelamentos, tratamentos. Mas não há indícios de que o nascimento possa não vir a ser desde uma mulher, ou ainda, de uma linha “matrix" que vai gerando a descendência geração após geração através de mulheres. Fortes ou fracas, não importa, surgimos de mulheres.

O poder do feminino inclui o ser mãe, quando se quer, e algumas vezes quando se pode.

Na tradição alquímica a mulher é representada pela lua. Astro das fases que bem conhecemos. O forte brilho que na escuridão da noite poderia nos nortear não fossem as luzes da cidade grande que a ofuscam e que obviamente foram inspiradas nela, a lua.

Também os dois elementos “ar” e “água" a representam. Símbolos do pensamento e da intelectualidade e de toda a fluidez que a vida deve ter.

O que seria de nós se não tivéssemos água e ar? Simplesmente não seríamos. Do amniótico viemos. A mulher nos doa um percentual de sua água até que possamos ocupar pulmões de ar. Uma vez ocupados por ar, ainda assim predomina o elemento mãe, a água.

Mas a água doada pela mãe não para por ai. Os primeiros passos cheios de lágrimas de alegria e nossas dificuldades permeadas pelas lágrimas de dor. Hoje é o dia de lembrar da parte boa. De sorrir, de puxar para a memória aromas, falas, momentos bons.

Uma vez humanas, as mães também falham. Deixam marcas nem sempre positivas e traumas, desde os intra-uterinos aos pós parto. Porque repito: são humanas.
O erro é prenuncio do acerto. Então chega a nossa parte. Ensinados pelos bons ou maus caminhos, temos que trilhar nossa própria história.

Lembre-se sempre. Sua mãe será sempre sua mãe.

Um vínculo que nem a morte pode separar, nosso DNA que o diga.

Me desculpem os letrados, mas mãe deveria ser adjetivo e daqueles grandes e iluminados. Simples assim: existe mulher e existe mulher mãe. E se for mãe de sete, como a minha, ai deveria existir uma elevação de potencia matemática. Ou recompensas governamentais por povoar a nação. Hoje é dia das mães. Aquele dia que elas são enaltecidas por serem mãe por 365. Que todas elas vivam longamente e tenham suas recompensas garantidas! E muito, muito obrigado pelo dom de nos fazer existir.

 

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