AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO
Na atribuição por conceito, 43,3% dos entrevistados avaliam o seu governo como ótimo/bom
Da Redação BS9
28/01/2023 — sábado às 18h01
pg 2 - Foto: Divulgação/PMPG
A autenticidade, por vezes, tem seu preço. E é provável que a prefeita de Praia Grande, Raquel Chini, do PSDB, saiba disso melhor do que ninguém.
Invariavelmente de postura dura e firme, mais técnica do que política, a verdade é que ela, no mesmo ritmo que vem colecionando desafetos, tem avançado na aceitação de sua gestão.
A mais recente pesquisa Badra realizada no município, no último dia 13, mostra Raquel com uma aprovação de 64,5%, contra 30,9% de reprovação.
Para se ter uma melhor ideia do avanço, ela cresceu quase 20 pontos em relação ao levantamento de janeiro de 2022, quando foi aprovada por 45,3% dos entrevistados e reprovada por 40,8%.
Seis meses atrás, poucos acreditavam que seu padrinho político, o ex-prefeito e deputado federal eleito Alberto Mourão (MDB), bancaria o apoio a uma possível reeleição da tucana. Agora, com sua aceitação em alta, Raquel se mantém carta dentro do baralho. O problema são os “coringas”.
CONCEITO
Na atribuição por conceito, 43,3% dos entrevistados avaliam o seu governo como ótimo/bom. Outros 38,9% como regular e, por fim, 15,4% como ruim/péssimo. Exatos 2% não souberam responder à pergunta.
Em termos técnicos, como o percentual de ótimo/bom é superior ao de ruim/péssimo, o índice de regular tem viés de positivo, ou seja, cerca de oito em cada dez moradores-eleitores de Praia Grande avaliam bem a atual Administração Municipal.
A pesquisa ouviu 1.060 pessoas em diferentes pontos de fluxo. A margem de erro é três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
Comentário do Juvenal
Seria o técnico prevalecendo sobre o político? Seria o trabalho produzindo seus frutos? Seria a capacidade demonstrando sua força executora?
Sem passar pano, a verdade é que Praia Grande renasceu, em 2020, com a eleição de Raquel Chini, para o bom enfrentamento político.
Até lá, o autointitulado todo poderoso Alberto Mourão não escondia um certo prazer ao ser apontado como alguém com capacidade de eleger o “poste” que desejasse. Coisa feia, por sinal.
Essa coisa de voz uníssona destoa da grandeza natural e até monumental de Praia Grande. O debate de ideias, o livro fluxo de informações, a transparência democrática, o diálogo competitivo são necessários a qualquer sociedade que se pretenda oxigenada.
Mourão teve, como todos sabem, que tirar a bunda da cadeira e correr atrás de votos para Raquel. Faltou pouco para a eleição ir para o brejo. Faltou pouco para que Danilo Morgado quebrasse uma hegemonia de três décadas do grupo político de Mourão à frente do Executivo de Praia Grande.
Sinais do tempo, ele repetiu o bom exercício de bater perna e gastar sola de sapato, na eleição do ano passado, percorrendo os municípios da Região, articulando forças políticas entorno de sua candidatura. Pegou criança no colo, tomou café em xícara velha, pagou pinga no balcão de bar, sentiu o pulsar do eleitor. Coisas da cultura eleitoral brasileira.
Conquistou então uma cadeira em Brasília, como deputado federal. E vê, agora, a gestão de Raquel Chini, sua afilhada política, decolar. Ela, por sinal, é muito melhor que Yamauti e Roberto Francisco. Mas a exemplo deles, seu futuro é incerto. E isso também precisa mudar!
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