AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO
O levantamento ouviu 1.060 moradores-eleitores de Santos, com mais de 16 anos
Da Redação BS9
27/01/2023 — sexta-feira às 10h32
santos 2 - Foto: Reprodução/PMS
O prefeito Rogério Santos, do PSDB, é aprovado por 61,1% da população santista e reprovado por 32,2%, após dois anos no cargo, de acordo com pesquisa do instituto Badra realizada no último dia 12.
O levantamento ouviu 1.060 moradores-eleitores de Santos, com mais de 16 anos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%.
O tucano está à frente do Executivo da cidade desde janeiro de 2021. Ele venceu a eleição em primeiro turno, tendo como padrinho político o então prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que encerrou seu mandato com alto índice de aprovação.
Na pesquisa Badra realizada no início do ano passado, Rogério registrou 50,5% de aprovação e, agora, vê sua aceitação crescer significativos 11 pontos percentuais, num sinal explícito que está mais ajustado à cadeira de prefeito. À época sua reprovação era de 35%.
Na avaliação por conceito, o desempenho da Administração Municipal é avaliado como ótimo/bom por 37,6% dos entrevistados. Para outros 46,6% como regular e para 12,5% como ruim/péssimo. O que não souberam avaliar somam 3,3% do total.
Coordenador de campo da pesquisa, Célio Ricardo Silva da Costa destaca que é sensível a percepção de que, aos poucos, o atual prefeito vai crescendo em termos de aceitação popular. “Na prática, tem muito menos gente torcendo o nariz quando ouve o nome dele, relatam os próprios entrevistadores. Se houver um conjunto significativo de entregas a partir de agora, é possível que ele tenha alguma chance em termos de reeleição”, argumenta.
COMENTÁRIO DO JUVENAL
Rogério Santos vem crescendo de tamanho. É inegável. À primeira vista sujeito político de cintura dura, daqueles que têm dificuldade de se adaptar ao bailado das catraias no canal do estuário, começa agora a demonstrar bom controle do barco.
Mas qual a prova disso? Dados de hoje, levantados pela Badra, mostram que de cada dez passageiros nessa travessia para 2024, pelo menos seis opinam que ele vem conduzindo bem a embarcação. Já é alguma coisa.
Ainda que seu candidato a governador (Rodrigo Garcia) não tenha sido eleito e que o projeto de seu partido, o PSDB, esteja fazendo água, Rogério continua contando com o suporte maduro e sem vaidade de seu mestre e arrais, o deputado federal eleito, Paulo Alexandre Barbosa, também do PSDB, seu antecessor direto.
E por mais contraditório que possa parecer está justamente aí parte do problema. PAB construiu um patrimônio político e eleitoral que lhe oferece o conforto de voltar ao comando do Palácio José Bonifácio a hora que quiser. Ou que for necessário, caso o projeto venha a estar em risco: embarcação à deriva. Um risco, aliás, que atende primeiramente pelo nome de Rosana Valle, deputada federal reeleita em outubro próximo passado.
Em resumo, Rogério Santos precisa fazer a sua parte e manter o barco no prumo. Do contrário, ao primeiro sinal de adernação, pode ser engolido pela onda do pragmatismo político-eleitoral.
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